Edílson está animado com São Caetano

O Capetinha está de volta. O atacante Edílson, contratado pelo São Caetano no início da semana, abriu mão de trabalhar em clubes grandes, como o Cruzeiro, ou onde poderia se juntar a velhos amigos - no Brasiliense teria a companhia de Oséas, Marcelinho Carioca e Vampeta -, para se fixar no pacato ABC paulista. E tudo por causa de dinheiro."Nas últimas temporadas no Brasil, eu quase não recebi. Como estava acostumado a receber em dia na Arábia, vim para cá porque sei que aqui não terei problemas. E estou jogando em São Paulo. O São Caetano é uma equipe que sempre está disputando finais."Nem bem chegou e Edílson já teve de dar satisfação da última polêmica em que esteve envolvido: a demissão de Levir Culpi. O ex-técnico do Cruzeiro teria bancado a contratação do jogador de 34 anos junto à diretoria mineira, mas perdeu a credibilidade depois que o atacante não apareceu no dia da apresentação oficial."Foi uma questão de data. Cheguei da Arábia e, como estava sem ver a minha família, pedi alguns dias para ficar em Salvador. Acontece que a diretoria recebeu pressão, da torcida e da imprensa, para a minha apresentação. Eu tinha algumas coisas para resolver e acabamos não entrando em acordo", desconversou Edílson.O mal-estar com o clube mineiro, no entanto, não fechou as portas do mercado para o atacante. Segundo Edílson, o São Paulo chegou a sondá-lo antes de acertar com Amoroso para ocupar a vaga de Grafite (contundido). Mas a equipe que mais se mostrou interessada foi o Brasiliense, onde reencontraria os amigos Vampeta, Marcelinho Carioca e Oséas."O Luiz Estevão me ligou, falei com ele durante todo esse tempo. Iria ser legal reencontrar os amigos, mas a proposta do São Caetano foi melhor", explica. Edílson assinou com o clube do ABC até o fim do ano, com prioridade de renovação por mais uma temporada, "se tudo correr bem".Edílson diz ter condição física para fazer sua estréia já no jogo de sábado, contra a líder Ponte Preta, no Anacleto Campanella. Porém, tudo vai depender da diretoria do São Caetano, que corre contra o tempo para regularizar a situação do atleta na CBF. "Cheguei para ajudar e dar um pouco de equilíbrio à equipe, coisa que os anos de estrada me deram pelo menos um pouquinho", ressalta, esbanjando confiança.Acostumado ao glamour de equipes como Corinthians, Palmeiras e Flamengo, o atacante ainda não se acostumou com o ambiente tranqüilo do Azulão. "Aqui é tudo diferente. Tem pouca torcida, é tranqüilo. Ainda não tive muito contato com os fãs e estou conhecendo a cidade. É tudo muito novo."Mas não será por isso que ele deixará de brigar pelo São Caetano. Edílson deverá formar dupla de ataque com Dimba. "Acompanho o Dimba de longe. É um artilheiro, mas nunca joguei com ele. Não vejo a hora de isso acontecer."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.