Alex Silva
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Edinho ainda sofre preconceito após prisão

Filho de Pelé afirma que ainda sofre preconceito como treinador após problemas com a justiça

Gonçalo Junior, enviado especial a Três Corações, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2017 | 17h00

Edinho afirma que ainda sofre preconceito por ter ficado preso por um ano e meio depois de ter sido condenado por lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas em 2005. “Já sofri muito preconceito, inclusive profissionalmente. Tenho até hoje. Não tenho provas de verdade, mas portas fecharam, tive de reconquistar esse espaço como eu estou fazendo”, disse.

Edinho foi preso com outras 17 pessoas pela Operação Indra em junho de 2005, acusado de ligação com uma organização de tráfico de drogas comandada por Ronaldo Duarte Barsott, o Naldinho, na Baixada Santista. Sua pena foi de 33 anos e quatro meses de prisão.

O ex-goleiro foi solto ao obter um habeas corpus no Superior Tribunal Federal (STF). Porém, em fevereiro de 2006, o Ministério Público o denunciou por lavagem de dinheiro, o que resultou em nova prisão, 47 dias após conseguir a liberdade.

Edinho obteve o direito de permanecer em liberdade graças a nova decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Pode trabalhar normalmente, mas não tem permissão para deixar o País. “A dinâmica da nossa Justiça é muito morosa. Ela é viva e ainda existe, os processos estão em andamento. Acima de tudo, eu tenho a consciência muito tranquila da minha total inocência em relação às acusações que foram feitas”, afirma.

Depois de ter sido membro da comissão técnica do Santos, Edinho treinou o Mogi Mirim e o Água Santa. Acredita que a experiência de um ano e meio na prisão serve como lição de vida. “Eu fui acusado de lavagem de dinheiro, é um crime técnico. Tem de ter números, contas, algum volume de dinheiro que foi daqui para lá e de lá para cá, algum subsídio para suportar a acusação e não tem, nunca houve isso. Fica muita frustração de ter de lidar com isso.”

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