Nirley Sena/Estadão
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Edinho, filho de Pelé, tem recurso negado e volta a ser preso em Santos

Ex-goleiro se apresentou à Polícia Civil nesta sexta-feira para cumprir pena por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas

Luiz Alexandre Souza Ventura, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2017 | 16h38

O ex-goleiro Edson Cholbi Nascimento, filho de Pelé, se apresentou ao 5º Distrito Policial de Santos, no litoral sul de São Paulo, por volta de 16h desta sexta-feira para cumprir a pena de 12 anos, dez meses e 15 dias de reclusão, em regime fechado, por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.

Nesta quinta-feira, a 14ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) rejeitou por unanimidade os embargos oferecidos pela defesa de Edinho e determinou a expedição do mandado de prisão do réu assim que fosse publicada a decisão, o que ocorreu nesta sexta-feira.

"Entrei com três embargos porque o acórdão está omisso e consegui duas liminares no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Os embargos foram rejeitados e corte determinou expediação de mandado de prisão para que ele comece a executar provisoriamente a pena, mas ainda cabem recursos no STJ e no STF (Supremo Tribunal Federal)", afirmou o advogado Eugênio Malavasi, que defende Edinho, ao Estado.

Malavasi ressaltou que os embargos não têm apenas a meta de evitar a prisão de Edinho. "No entender da defesa, o acórdão está omisso, é nós o opusemos em três oportunidades, mas não discutimos a questão, vamos levar aos tribunais superiores".

O advogado entrou com dois habeas corpus, no STJ e no Supremo, durante as férias forenses, para sustentar a violação da proporcionalidade na aplicação da pena. "No processo desmembrado, os co-réus foram condenados e penas bem menores que a do Edinho", diz Malavasi.

O caso

Edson Cholbi do Nascimento foi goleiro do Santos Futebol Clube e treinador do Tricordiano, time da terra natal de seu pai, Três Corações, no interior de Minas Gerais. Preso provisoriamente em junho de 2005 durante a Operação Indra, do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) - acusado de ligação com a quadrilha chefiada pelo traficante Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Nadinho -, ficou seis meses na cadeia e foi solto com habeas corpus concedido pelo STF.

Foi condenado, em maio de 2014, a pena de 33 anos e quatro meses reclusão, mas permaneceu em liberdade por ser possível a oferta de recursos. No dia 23 de fevereiro de 2017 a 14ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP confirmou a condenação, mas reduziu a pena para 12 anos e dez meses, em regime fechado. No dia seguinte, Edinho se apresentou no 5º DP de Santos. Horas antes, a defesa já havia entrado com um habeas corpus no STJ e o ex-goleiro foi solto em 2 de março.

No dia 31 de março, o TJ-SP rejeitou mais uma vez os embargos da defesa e determinou a prisão do réu. O advogado Eugênio Malavasi impetrou outro habeas corpus ao STJ, que foi aceito antes de Edinho ser preso. No mês passado, o tribunal rejeitou novamente os recursos apresentados pela defesa do ex-jogador, mas naquela oportunidade Edinho não foi preso.

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