Mauricio de Souza/ AE
Mauricio de Souza/ AE

Edinho obtém novo habeas corpus e STJ volta a revogar sua prisão

Ex-goleiro foi condenado a 12 anos de prisão por lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas

Luiz Alexandre Souza Ventura, especial para a AE, Estadao Conteúdo

04 de abril de 2017 | 20h02

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu na tarde desta terça-feira habeas corpus ao ex-goleiro Edson Cholbi Nascimento, filho de Pelé, logo após um mandado de prisão de Edinho ser expedido. Na última sexta-feira, os desembargadores da 14ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) rejeitaram os recursos apresentados pela defesa de Edinho e pediram a prisão do ex-goleiro para que ele cumpra pena em regime fechado por lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas.

No mesmo dia, o advogado Edson Malavasi, que defende Edinho, protocolou o habeas corpus no STJ e afirmou que pretende oferecer novos recursos.

O TJ-SP condenou Edinho, no dia 23 de fevereiro, a pena de 12 anos, dez meses e 15 dias de reclusão em regime fechado e recomendou a prisão do ex-goleiro, que se apresentou no dia seguinte no 5º Distrito Policial de Santos, no bairro do Bom Retiro, na zona noroeste da cidade, onde permaneceu preso até o dia 2 de março. Naquela ocasião, ele foi libertado após o STJ aceitar o habeas corpus apresentado por Eugênio Malavasi.

Na decisão foram sentenciados a pena idêntica: Clóvis Ribeiro, o Nai; Maurício Louzada Ghelardi, o Soldado; e Nicolau Aun Júnior, o Véio ou Nick, que tiveram sanções reduzidas, também com recomendação de expedição de seus mandados de prisão.

Edinho foi preso em junho de 2005, durante a Operação Indra, do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), com mais 17 pessoas, acusado de ligação com uma organização de tráfico de drogas que atuava na Baixada Santista sob o comando de Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Nadinho, que está desaparecido. Após seis meses em prisão provisória, Edinho foi solto com liminar em habeas corpus concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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