Edílson Capetinha construiu carreira no Corinthians e na seleção

Acusado de fraude em loterias, jogador fez parte da 'Família Scolari'

O Estado de S. Paulo

10 de setembro de 2015 | 11h50

Edílson sempre foi um jogador liso. Logo que desembarcou em São Paulo, para defender o Palmeiras e depois o Corinthians, onde se sagrou, ganhou o apelido de Capetinha, tamanha sua habilidade em fugir dos marcadores e também de aprontar para cima deles. Foi um craque na arte de driblar e das jogadas em velocidade. A alegria natural dos baianos nunca o deixou. Edílson sempre teve sorriso fácil no rosto. E assim construiu sua carreira. Também deu muito trabalho para treinadores e dirigentes. Era campeão em perder voo.

Agora, aos 44 anos, Edílson se vê enrolado com a acusação de uma fraude nas Loterias da Caixa. De acordo com o repórter do Estadão, Fausto Macedo, a Polícia Federal identificou o ex-jogador como um dos alvos da Operação Desventura, deflagrada nesta quinta. Segundo a PF, o esquema teria fraudado o pagamento de loterias. Edílson estaria envolvido, de acordo com a polícia. Os investigadores apontam que o esquema contava com ajuda de correntistas do banco, escolhidos por movimentarem grandes volumes de dinheiro. Eles teriam sido usados para recrutar gerentes da Caixa para a fraude. A PF afirmou que Edilson fazia parte do grupo dos correntistas.

Edílson terá de se explicar. Poderá ser preso. O ex-jogador sempre trabalhou também com música. Já foi, ao lado do amigo Vampeta, dono de boate em Santana, zona norte de São Paulo, e também promoveu alguns grupos de pagode.

No Mundial de Clubes da Fifa, em 2000, no Brasil, Edílson, com toda sua irreverência, disse que passaria uma bola no meio das pernas do jogador Karembeu, do Real Madrid, na final da competição, no Maracanã. Cumpriu sua promessa e ainda fez o gol do Corinthians, que foi o campeão daquela disputa.

Ele também esteve envolvido na confusão histórica entre corintianos e palmeirenses na final do Campeonato Paulista de 1999, quando fez embaixadas para provocar os rivais antes de festejar o título. Houve briga generalizada em campo naquele dia, todos contra todos. Foi em sua cabeça também que torcedores do Corinthians, revoltados com a fase do time, invadiram o Parque São Jorge e deram alguns petelecos. Todos os jogadores ficaram escondidos no vestiário da Fazendinha. Edílson foi o único a encarar os torcedores.

Seu futebol o levou para a seleção brasileira. E sob o comando de Felipão, foi campeão do mundo em 2002. Seu nome, portanto, sempre estará na história do futebol nacional. Edílson ainda não se manifestou sobre as acusações de fraudes na Loteria.

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