Edmilson lamenta ter de deixar o Palmeiras

Quando o Palmeiras entrar no Morumbi, Edmílson estará viajando para Curitiba, já que apresenta-se na segunda-feira ao Niigata Albirex, do Japão, que faz pré-temporada no CT do Atlético-PR. Mas a cabeça, garante o atacante, estará no Palmeiras."Contra o Ituano foi duro ver o jogo pela tevê. Fiquei com vontade de estar lá. Imagine então num clássico como esse."O jogador está dividido. Por um lado, no Japão, estará fazendo o seu pé-de-meia, ganhará cerca de US$ 50 mil mensais. Isso, aos 21 anos. Mas a campanha de 2003, que culminou na subida para a Série A do Brasileiro, resultou em uma forte identidade com o Palmeiras."Estou saindo porque tem outras coisas para pensar além do futebol, mas pode ter a certeza de que quando voltar a minha preferência é jogar no Palmeiras."O baiano Edmílson jogou cinco anos no clube. E desde o início aprendeu a conviver com os sacrifícios da profissão. "Quando a gente escolhe essa profissão, está sujeito a isso. Mudar de time, morar num local com costumes diferentes..."A ida ao Japão precipitou uma importante decisão na vida de Edmílson: terá de casar, de papel passado, com a companheira Luíza, mãe de sua filha Marcela, que nasceu no último dia 9. O problema é o visto japonês. "Senão ela ganharia um visto de turista e ficaria apenas três meses no Japão."Mesmo com tantos desafios, Edmílson está determinado. "Quero ir lá e disputar títulos. Sei que meu time subiu este ano, mas um profissional tem de ir para vencer."Ele tem colecionado informações sobre a nova equipe e o país. Sabe que está nevando em Niigata e que haverá mais dois brasileiros no time - o zagueiro Anderson e o atacante Fabinho.

Agencia Estado,

31 de janeiro de 2004 | 10h34

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.