Edmundo acusado de agredir a mulher

O atacante Edmundo, do Vasco, está sendo processado por sua mulher, Adriana Sorrentino Borges de Souza, por supostamente tê-la espancado na madrugada do dia 23. De acordo com o relato de Adriana à Justiça, a agressão aconteceu após o jogador ter se irritado, por ter sido indagado sobre o porquê de estar "chegando tarde em casa". A princípio, Adriana prestou queixa contra o marido na 16ª Delegacia de Polícia Civil, na Barra da Tijuca, zona oeste. Em seguida, ainda de madrugada e apresentando escoriações pelo corpo, se dirigiu ao Plantão do Judiciário, no Centro, para solicitar que a Justiça determinasse o "afastamento do lar" do jogador. No Tribunal de Justiça, Adriana foi atendida pela juíza Maria Cristina Gutierrez, que deu início ao processo. A magistrada expediu uma intimação ao atleta, entregue por um oficial de justiça durante o último treino do Vasco para o jogo contra o São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, na manhã do dia 23. Já o delegado titular da 16ª DP, Marcos Henrique de Oliveira Alves, informou que também expediu uma intimação para Edmundo depor. "A Adriana não retirou a queixa e estou aguardando ele marcar uma data para prestar esclarecimentos na semana que vem", disse o policial, hoje. Caso seja considerado culpado pelo crime de lesão corporal, o atleta pode ser condenado a 3 meses a 1 ano de detenção. Prisão - Edmundo já foi condenado a uma pena de quatro anos e meio de detenção, em regime semi-aberto, por homicídio culposo e lesão corporal, pela 17ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. A causa da punição foi acidente de carro em que morreram três pessoas (Joana Maria Martins Couto, que viajava no veículo do atleta, Alessandra Cristini Pericier Perrota e Carlos Frederico Brites Tinoco Pontes, que estavam no outro automóvel envolvido no episódio). O acidente ocorreu no dia 2 de dezembro de 1995, na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul. No momento, o jogador está recorrendo da decisão no Superior Tribunal de Justiça.

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