Edmundo tem apresentação apoteótica

Foi apoteótica a primeira aparição do atacante Edmundo, 34 anos, com a camisa do Figueirense. Nesta terça-feira, pela manhã, sob um foguetório o jogador percorreu as dependências do estádio Orlando Scarpelli assediado por vários torcedores com pedido de autógrafos. Não faltou quem gritasse, à distância, o codinome "Animal", respondido com um sorriso ainda tímido e o polegar erguido. A calorosa recepção da nova estrela alvinegra soou como esperança de gols para uma torcida que há vários anos cobra da diretoria um exímio "matador". Acompanhado dos dirigentes, entre eles o presidente Norton Boppré, o atacante agradeceu os gestos de carinho da torcida e principalmente a oportunidade recebida para voltar mostrar seu talento no Campeonato Brasileiro. "Pesou muito o carinho que recebi durante os contatos, além do respeito profissional que me foi dispensado para vestir esta camisa", ponderou. O polêmico jogador se disse mais maduro e equilibrado. "São mais de 60 convocações para a Seleção Brasileira, três títulos brasileiros e cinco estaduais. Os número de minha carreira são maiores que os problemas que já vivenciei na vida particular", comparou o jogador, lembrando por alto, episódios marcantes na vida pessoal, como seu envolvimento em um acidente de carro na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, em 1995, com saldo de três mortes. Dizendo-se em boa forma física, mas que gostaria de voltar aos seus 20 anos, mas com a maturidade de hoje, Edmundo prometeu dedicação máxima ao clube para que os objetivos alvinegros sejam alcançados nesta temporada. E um deles é a vaga na Taça Libertadores da América. "Não custa sonhar. O pensamento é crescer sempre. Já percebi que as condições de trabalho no Figueirense são excelentes. Este pode ser um grande diferencial para que possamos brigar pelas melhores posições no Campeonato", comentou o atleta que até o último domingo vestia a camisa do Nova Iguaçu, equipe que disputa o campeonato da segunda divisão do Rio de Janeiro e onde recebia R$ 20 mil mensais. Já seu salário, no Figueirense, não foi revelado. No atual elenco da equipe catarinense, Edmundo já trabalhou com o zagueiro Cleber, o meia Sérgio Manoel e o técnico Marco Aurélio Moreira. Sobre o desafio de atuar numa equipe que figura na zona de rebaixamento, o atacante foi enfático: "Isso é apenas um momento. Num campeonato o Palmeiras era líder e acabou rebaixado; no outro, o Goiás foi lanterna um turno inteiro e acabou entre os melhores classificados", completou.

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