Edson Silva revela passado palmeirense e quer brilhar no Allianz para conseguir bom contrato

Zagueiro promete não aliviar para Felipe Melo e diz que sua família vai torcer pelo time alviverde

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2017 | 07h01

Enquanto a partida desta quarta-feira não representa muita coisa para as pretensões palmeirenses, o mesmo não se pode dizer para o Mirassol, em especial, para o zagueiro Edson Silva. Em entrevista ao Estado, ele revela que era palmeirense na infância e que o jogo será uma grande oportunidade para ele mostrar que ainda pode ser útil em um time da Série A ou B do Brasil. O defensor, que já jogou no São Paulo entre 2012 e 2015, contou que mesmo estando em campo, uma boa parte da sua família vai torcer pelo Palmeiras nesta noite e relembrou a raiva que sentiu quando Dudu fez "cavalinho" nele em um clássico disputado em 2015. 

A preparação para um jogo contra um time grande é diferente?

Tem que ser e ainda será um jogo chave para nós, pensando na classificação. A gente sabe que pontuando, teremos grandes chances de garantir uma vaga, mas vai ser uma parada dura no Allianz Parque, pois enfrentaremos a melhor equipe do campeonato, uma das melhores do Brasil. 

O Mirassol perdeu para o Corinthians, mas foi bem disputado (derrota por 3 a 2), e empatou com o São Paulo (2 a 2). Pelo que você disse, vê o Palmeiras como um jogo mais complicado que esses dois?

Cada jogo tem sua história, mas pela campanha e pelo elenco que o Palmeiras tem, mesmo desfalcado, é um jogo especial e dificílimo. A gente tem que entrar muito concentrado e o Palmeiras vem num fase muito boa. 

Em 2012, você optou defender o São Paulo ao invés de jogar no Palmeiras, que também te queria...

Sim, é verdade, mas isso já passou. O Palmeiras é uma grande equipe, mas na época eu tinha vontade de jogar no São Paulo. Respeito muito as duas equipes, mas não me arrependo da escolha que fiz. A maioria da minha família é palmeirense, mas era uma vontade minha. Desde criança eu queria jogar no São Paulo.

Então você era são-paulino ou seguia a família palmeirense?

Eu era palmeirense por influência dos meus irmãos (Denílson e Eduardo) e do meu avô (Antônio). Falei com eles esses dias e me disseram que vão torcer para eu ir bem no jogo, mas que o Palmeiras vem em primeiro lugar (risos). Quando eu era criança, eu torcia para o Palmeiras, mas pô, eles têm que ser Edson Silva Futebol Clube (risos). 

Jogo bom para aparecer e conseguir um contrato bom para o segundo semestre?

Claro, o Paulista é o estadual mais valorizado, mas termina logo. Muitos jogadores procuram a equipe de pequeno porte para aparecer e conseguir alguma coisa para o segundo semestre. 

Em 2015, uma cena marcante em um clássico entre Palmeiras e São Paulo (vencido pelo time alviverde por 3 a 0) foi um lance em que o Dudu subiu nas suas costas, como se brincasse de 'cavalinho' em você. Conversou com ele depois daquilo e o que acha de vê-lo na seleção brasileira?

Foi um lance infeliz que aconteceu, mas faz parte. Eu sou profissional e estava lutando pelo meu time, protegendo a bola e ele fez aquilo. Fiquei muito irritado na hora, mas já passou. Não nos falamos mais e nem tenho mágoa dele. Posso só dar os parabéns pela carreira e pela convocação para a seleção. 

Você é um zagueiro que joga duro, assim como o Felipe Melo. O que espera deste encontro?

O Felipe Melo tem o jeito dele de jogar firme e a gente joga assim também. Procuramos ser o mais leal possível durante uma partida e minha única preocupação é fazer um grande jogo e ajudar o Mirassol

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