Egípcios negam envolvimento de jogadores com prostitutas

Chefe da delegação disse que equipe é 'muito religiosa' e que processará jornais que divulgaram a notícia

EFE

23 de junho de 2009 | 08h10

JOHANNESBURGO - A delegação egípcia na Copa das Confederações negou que os jogadores de sua equipe tenham convidado prostitutas a seu hotel. A imprensa local informou no último fim de semana que cinco jogadores egípcios haviam contratado prostitutas após a vitória por 1 a 0 sobre a Itália na quinta-feira, 18, e que elas teriam roubado 1.700 euros (R$ 4,8 mil) dos atletas.

Segundo a edição desta terça-feira do jornal The Star, o responsável pela delegação egípcia, Mahmoud Taher, afirmou que seus jogadores são de "um país muito religioso, eles mesmos são muito religiosos e formam uma equipe muito disciplinada". Também assinalou que por causa da segurança local, ninguém poderia ter acesso aos quartos, exceto o pessoal do próprio hotel.

"A Polícia tem as fitas de vídeo e temos certeza de que nenhuma menina entrou nos quartos", continuou Thaber, que afirmou que serão adotadas medidas legais contra os jornais que divulgaram esta notícia.

A seleção do Egito foi considerada a grande surpresa da Copa das Confederações na fase de grupos. Na estreia pelo Grupo B, os egípcios venderam caro a derrota para o Brasil por 4 a 3, conquistada somente com um gol de Kaká, de pênalti, nos acréscimos.

Na segunda rodada, o Egito venceu a poderosa Itália por 1 a 0, e ficou muito perto da classificação às semifinais. Com a vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a Itália na última rodada, os egípcios podiam até perder por dois gols de diferença na última rodada para os Estados Unidos que garantiriam a classificação.No entanto, o Egito foi derrotado por 3 a 0 pelos americanos, que acabaram ficando com a vaga.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.