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Egito condena 10 torcedores à morte após 74 vítimas fatais em estádio em 2012

'Tragédia de Port Said' foi a mais letal do futebol no mundo nos últimos 15 anos

Estadao Conteudo

20 Fevereiro 2017 | 09h26

A mais alta corte de apelação do Egito acatou nesta segunda-feira a sentença de morte imposta a 10 torcedores do Al Masry, tidos como responsáveis pelo massacre de 74 pessoas durante uma partida de futebol em 2012, a 'Tragédia de Port Said'. Em primeira instância, haviam sido 21 sentenças de morte, das quais 10 foram depois revogadas. Nesta segunda, um torcedor se livrou da morte.

O veredicto da Corte de Cassação do Egito é final, de forma que nenhum dos condenados poderá recorrer. No total, 73 pessoas foram acusadas pela tragédia, com a maioria delas recebendo penas menores, de menos de 15 anos. Entre os que receberam penas pequenas estão nove policiais, o chefe de segurança responsável pelo estádio e o diretor esportivo do Al Masry.

A briga, que aconteceu no dia 1º de fevereiro de 2012, foi a mais letal do futebol no mundo nos últimos 15 anos. No incidente centenas de torcedores do Al Masry invadiram o campo e atacaram os fãs do Al Ahly. Morreram 72 torcedores do time do Cairo e dois policiais.

A torcida do time do Al Ahly participou ativamente de protestos contra o ex-presidente Hosni Mubarak na Praça Tahrir durante a Primavera Árabe. Já os habitantes de Port Said apoiavam Mubarak, o que teria instigado o ataque. A polícia foi, no mínimo, negligente, permitindo uma massacre.

Em 2013, quando a sentença em primeira instância foi divulgada, uma onda de violência se espalhou pelo Egito, em protesto. Só na cidade costeira de Port Said mais de 30 pessoas foram mortas.

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