Egito tenta manter supremacia na África diante de Camarões

Atual campeão e maior vencedor da competição, os 'Faraós' pegam os 'leões Indomáveis' neste domingo

Agência Estado

09 de fevereiro de 2008 | 13h44

Atual campeão e maior vencedor da história da competição, o Egito defende sua supremacia na Copa das Nações Africanas neste domingo, às 15 horas (de Brasília), na decisão contra a seleção de Camarões, uma das grandes surpresas desta edição. O Egito manteve a base da equipe que conquistou o quinto título africano em 2006, jogando em casa, e aposta num futebol de rígida organização tática e com força coletiva, sem grandes estrelas. Em vez de astros que atuam nos grandes clubes europeus, o principal destaque da equipe na vitória sobre a Costa do Marfim por 4 a 1, nas semifinais, foi o atacante Amr Zaky, de 24 anos, que fez sua carreira jogando nos times do país e teve apenas uma rápida passagem pelo Lokomotiv Moscou, em 2006. De lá para cá, Zaky atuou no Zamalek, o mais tradicional clube do país, mas a boa atuação contra os "elefantes" deve enfim lhe proporcionar uma transferência para um grande centro - os comentários mais fortes falam numa possível ida para o Arsenal. Quem também ganhou os holofotes foi o goleiro Essam El-Hadary, que fez pelo menos duas grandes defesas em finalizações do craque Drogba. "Ele foi o melhor em campo, fez a diferença", disse o atacante do Chelsea, velho conhecido do camisa 1 egípcio - que pegou uma cobrança de pênalti sua e outra de Koné na decisão de 2006. El-Hadary, de 35 anos, está há 12 no Al Ahly, a outra grande força do país. Os torcedores do Internacional devem se lembrar dele, que fechou o gol nas semifinais do Mundial de Clubes, em 2006. Para Camarões, a chegada à final é uma surpresa, e marca a tentativa de renascimento da equipe, que teve dois técnicos durante a fase eliminatória da Copa das Nações: o holandês Arie Haan e, em seguida, o local Jules Nyongha, interrompendo uma longa seqüência de estrangeiros. Em outubro, com a vaga assegurada na competição, a federação local trouxe o alemão Otto Pfister, técnico de larga experiência no futebol africano, mas que ficou mais conhecido no resto do mundo por ter abandonado a seleção de Togo no meio da Copa do Mundo, e depois recuado na decisão. Pfister, que foi vice-campeão da Copa com Gana, em 1992, conseguiu uma façanha: reunir o elenco, dividido após seguidos tropeços, e montar um time com a competição em andamento, já que não teve tempo para fazer nenhum amistoso. A estréia foi desastrosa: uma derrota por 4 a 2 para o Egito, rival da decisão deste domingo. Depois, no entanto, a equipe se acertou, venceu os quatro jogos seguintes, despachou bichos-papões como Tunísia e os anfitriões de Gana. Se o time até é disciplinado taticamente, tem um destaque individual de peso: Eto'o, que voltou a brilhar com a camisa da seleção e se tornou o maior artilheiro da Copa das Nações em todos os tempos, com 16 gols. O camisa 9 do Barcelona deixou para trás as más recordações, como o pênalti perdido contra Costa do Marfim, nas semifinais de 2006, e é a grande arma de Camarões para conquistar seu quinto título - já ganhou em 1984, 1988, 2000 e 2002.  O Egito venceu 1957 e 1959, quando teve apenas dois adversários, Sudão e Etiópia, e depois em 1986, 1998 e 2006. Há 22 anos, o título foi conquistado justamente em cima de Camarões, numa decisão por pênaltis. Neste domingo, pode ter chegado a hora da revanche - ou da confirmação da supremacia dos "faraós" sobre os "leões indomáveis".

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