Massimo Pinca/Reuters; Josep Lago/AFP
Massimo Pinca/Reuters; Josep Lago/AFP

'El clasico' marca 1º duelo sem Messi e Cristiano Ronaldo desde 2007

Barcelona recebe o Real Madrid sem poder contar com o craque argentino, machucado; rival não tem mais o astro português

Renan Fernandes, O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2018 | 05h00

Acostumados com a acirrada disputa entre Messi e Cristiano Ronaldo pelo posto de número 1 do futebol nos últimos anos, os torcedores de Barcelona e Real Madrid terão um sentimento de nostalgia quando a bola rolar neste domingo, às 12h15 (horário de Brasília), no Camp Nou, pela 10.ª rodada do Campeonato Espanhol. Será o primeiro 'El Clasico', como é conhecido o jogo de maior rivalidade do país e, talvez do mundo, sem contar com pelo menos um dos dois craques em campo desde 2007.

Naquele longínquo 23 de dezembro, o Real Madrid não se dobrou aos 98.248 espectadores e levou a melhor jogando na casa do rival, com gol do brasileiro Julio Baptista. O time comandado pelo alemão Bernd Schuster, e que seria campeão nacional naquela temporada, foi a campo com: Casillas; Sergio Ramos (Torres), Pepe, Cannavaro e Heinze; Sneijder (Gago), Diarra e Julio Baptista; Raúl, Nistelrooy e Robinho (Robben).

Já a equipe catalã contou com: Victor Valdez; Puyol (Zambrotta), Rafael Marquez, Gabriel Milito e Abidal; Deco (Giovani dos Santos), Yaya Toure e Xavi (Bojan); Ronaldinho, Eto’o e Iniesta. O técnico era o holandês Frank Rijkaard. “Vínhamos jogando muitos anos sem o Real vencer no Camp Nou. Tive a felicidade de marcar um gol e foi um dia muito especial”, disse Julio Baptista em entrevista à Liga Espanhola.

Desde que começaram a monopolizar o clássico, Messi e Cristiano Ronaldo conseguiram números impressionantes. Fora de combate após sofrer uma fratura no osso radial do braço direito, o argentino jogou contra o time da capital espanhola em 38 oportunidades e ostenta o posto de maior artilheiro do duelo, com 26 gols marcados, e maior passador, com 13 assistências para gols. Já Cristiano Ronaldo, que rumou para a Itália nesta temporada para defender a Juventus, divide com Di Stéfano o lugar de maior goleador dos madrilenhos no confronto. Foram 18 gols e uma assistência dada pelo português em nove anos no clube.

REAL MADRID EM CRISE

Sem grandes sustos no Espanhol e com 100% de aproveitamento nas três primeiras rodadas da Liga dos Campeões, o Barça chega para o jogo com favoritismo. Rafinha deve ficar com a vaga de Messi, machucado, e formar o ataque com Coutinho e Suárez. A única turbulência no time foram as vaias ao técnico Ernesto Valverde por tirar Arthur de campo contra a Inter de Milão.

"Ele está jogando bem e estamos contentes. Troquei por causa de uma pequena sobrecarga e não quis arriscar, tendo em conta o que vem por diante."

O Real vive um dos piores momentos de sua história. Contratado às vésperas da Copa, fato que causou sua dispensa da seleção antes do torneio, o técnico Lopetegui deve ser demitido em caso de derrota por causa de um início desastroso de temporada. No Espanhol foram nove jogos, com quatro vitórias, dois empates e três derrotas.

A equipe sente a falta de seu antigo goleador, CR7. Na última rodada, Marcelo colocou fim a segunda maior seca da história do clube. Foram 481 minutos - 8 horas e um minuto - sem balançar as redes. Os atletas garantem estar com o chefe. "Mudanças de técnico nunca são boas. Lopetegui tem o apoio do plantel", disse Sergio Ramos após derrota para o Levante. Marcelo afirmou que o grupo está com ele 'até a morte'. Isco deu basta aos questionamentos sobre CR7. "Não podemos estar sempre falando de quem não está. Não podemos chorar por quem não quis ficar."

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