El Pistolero, a nova aposta do Grêmio

O atacante José Luis Garcés, reforço anunciando pelo Grêmio no domingo, já passou uma temporada de quase oito meses numa prisão do Panamá e só foi liberado porque os dirigentes do clube pelo qual atuava em 2002, o Árabe Unido, pagaram uma fiança de US$ 3 mil. A acusação: tentativa de homicídio numa briga entre famílias rivais no dia 7 de julho de 2002, durante uma festa religiosa na cidade de La Chorrerra. A informação surgiu apenas nesta terça-feira em Porto Alegre, depois que os jornais locais vasculharam sites panamenhos em busca de informações sobre o centroavante, um desconhecido no Brasil que foi apresentado como uma promessa do futebol centro-americano.Em sua versão para o caso, Garcés diz que é inocente e que o tiro teria sido dado por um amigo envolvido na briga, que continuou preso. O atacante foi acusado por ter sido visto ao lado do autor do disparo. Em uma entrevista ao jornal El Panama América de 22 de dezembro, o novo reforço do Grêmio chegou a dizer que sua vida de pistoleiro havia ficado para trás porque era muito dolorosa e anunciava que aproveitaria os seis meses que passaria no Brasil - o negócio com o clube gaúcho já estava encaminhado - para tomar um novo rumo.Chamado pela imprensa panamenha de José "Pistolero" Garcés, o jogador pode desfalcar o Grêmio por causa dos seus problemas extra-campo. Em março, terá de comparecer a uma audiência do processo judicial no Panamá.Admitindo que teve a sorte de ser ajudado pelo clube em que jogava, Garcés afirma que mudou de vida e agora está totalmente concentrado na carreira. "Quero seguir com o futebol, foi por ele que deixei a prisão", garante.

Agencia Estado,

13 de janeiro de 2004 | 18h24

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