Elano tem dia D para saber se joga

O meia Elano tem um dia decisivo nesta quarta-feira. Ele treinará com bola pela primeira vez desde que torceu o tornozelo esquerdo, na partida de sexta-feira contra o Paraguai. E se não sentir dor quando chutar, ficará à disposição do técnico Ricardo Gomes para o jogo da seleção Sub-23 contra o Chile, que acontece na quinta, em Concepción, pelo Pré-Olímpico. Numa prova de que sua recuperação está indo muito melhor do que o esperado, Elano correu nesta terça-feira e trabalhou fisicamente no campo do Huachipato no período da tarde. A possibilidade de ter chance de ser aproveitado na quinta mexeu com o humor do meia, que brincou muito e deu risadas - bem diferente do abatimento que mostrava no fim de semana, quando convivia com o medo de não poder mais jogar no Pré-Olímpico e passou quase todo o tempo em seu quarto porque tinha muita dificuldade para se locomover com a proteção provisória que usava. "Não sinto mais nada quando ando ou corro. Ainda tenho uma dorzinha localizada, mas só dói quando eu aperto. Vamos ver como vai ser na hora de bater na bola, mas estou animado", afirmou Elano.O médico Rodrigo Lasmar prefere ser cauteloso. Mas garante que o jogador terá condição física de jogar os 90 minutos se estiver clinicamente recuperado. "O Elano fez piscina segunda-feira e nesta terça-feira trabalhou na bicicleta e correu. Fisicamente, ele não perdeu nada", garantiu.A surpreendente recuperação de Elano deixou Ricardo Gomes muito feliz, porque chegou a temer não poder mais utilizar o meia na competição e ficar com o grupo reduzido a 19 jogadores. "Tomamos um grande susto com a contusão dele, mas só de vê-lo andando normalmente e correndo já fico contente", disse o treinador.Como o médico da seleção, Ricardo Gomes também prefere não fazer muitos planos para contar com o jogador do Santos na partida de quinta-feira. E deixa claro o quanto ele é importante para o time. "Saber que vou poder contar com o Elano nos jogos decisivos é um alívio. Acho pouco provável que ele seja liberado já para o jogo com o Chile, mas se for vou pensar bem sobre a melhor maneira de aproveitá-lo. Talvez o melhor seja deixá-lo no banco e colocá-lo durante a partida só se houver necessidade", revelou.

Agencia Estado,

13 de janeiro de 2004 | 19h06

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