Élber e Lúcio desfalcam a seleção

Os clubes da Alemanha ganharam novamente o braço-de-ferro com a CBF. O Bayern de Munique e o Bayer Leverkusen disseram que não iriam liberar Élber e Lúcio, respectivamente, para o jogo com o Panamá, no dia 9, e mantiveram a promessa. O atacante e o zagueiro ficaram em casa nesta segunda-feira, no horário em que deviam estar viajando para Curitiba. Em princípio, ambos devem ser liberados só na noite de sábado, depois do clássico que as duas equipes fazem em Leverkusen, pela quarta rodada da temporada de 2001-2002. Assim, poderiam jogar contra o Paraguai, dia 15, pelas Eliminatórias."Não teve jeito, não conseguimos convencer o pessoal daqui", lamentou Élber, em entrevista por telefone à Agência Estado. "Eles alegam que o Estatuto do Jogador, da Fifa, lhes permite segurar a gente até cinco dias antes da partida com o Paraguai."A decisão dos rivais foi conjunta, mas ainda pode ser revista. Élber e Lúcio se empenham na tentativa de contornar o impasse. "Apelei até para o lado sentimental", recordou Élber. "Disse ao gerente Uli Hoeness que era importante eu me apresentar no dia combinado, porque os treinos seriam no Paraná, o meu Estado."A argumentação do atacante valeu muito pouco. O cartola alemão admitiu "pensar no assunto" e acenou com a possibilidade de autorizar a viagem depois de quarta-feira. "Só que aí eu perco o amistoso com o Panamá", observou Élber, que havia sido impedido de participar da Copa América. "Não sei o que fazer e até conversei com o Felipão. Expliquei para ele que não se trata de má vontade. Tenho o maior interesse de jogar pela seleção."Marcelinho Paraíba teve mais sorte, pois o Hertha Berlim lhe deu sinal verde para viajar no sábado passado.

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