Ruben Sprich/Reuters
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Eleição na Fifa deve ser marcada para o dia 16 de dezembro

Para que seja confirmado, Blatter precisa convocar Comitê Executivo

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE EM ZURIQUE, O Estado de S. Paulo

10 de junho de 2015 | 05h50

As novas eleições para escolher o novo presidente da Fifa podem ocorrer no dia 16 de dezembro. Segundo a BBC, essa é a data que começa a ser desenhada para o voto que promete gerar um interesse de diversos candidatos por todo o mundo.

Oficialmente, a Fifa ainda não confirma a data. Mas fontes dentro da entidade indicaram ao Estado que essa seria uma “boa data”. Para que o dia seja determinado, Joseph Blatter ainda precisa convocar seu Comitê Executivo que deve se reunir em caráter de emergência já em julho, em Zurique. 

Blatter, diante das prisões de dirigentes no dia 27 de maio e de uma pressão de patrocinadores, decidiu renunciar de seu cargo quatro dias depois de vencer as eleições que o deram um quinto mandato. Mas, apesar dos apelos para que ele deixasse o cargo imediatamente, Blatter optou por um período de transição. 

Em nenhum momento de seu discurso ele mencionou a palavra “renúncia” e fontes internas na Fifa garantem que ele vai usar os próximos seis meses para construir um sucessor. Oficialmente, sua prioridade é a de reformar a Fifa, tirando o poder das grandes confederações como a Uefa.

LISTA

Enquanto a batalha começa, uma longa lista de candidatos começa a se formar. Zico, Maradona, príncipe Ali bin Hussein, Jerome Champagne, dirigentes asiáticos e mesmo ex-membros do COI já indicaram que estão estudando suas opções. 

Mas o nome mais falado é o de Michel Platini, presidente da Uefa. Hoje, ele se reúne com o presidente da França, François Hollande, e nos bastidores tem proliferado reuniões para costurar uma aliança que possa derrubar qualquer sucessor apontado por Blatter. 

Para Champagne, também francês, a chegada da Uefa no comando da Fifa não seria positivo para os países do restante do mundo. “A Uefa acha que tem o direito divino de presidir a Fifa”, alertou. “Não podemos dar a regulação dos bancos para os próprios bancos”, completou.  

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