Eleição no Corinthians começa em clima de paz

Mesmo assim a segurança está reforçada: são 60 seguranças, 12 viaturas da Polícia Militar e 3 do Deic

Fábio Hecico e Martín Fernandez, Estadão

09 de outubro de 2007 | 21h23

A paz prevaleceu antes da eleição para presidente do Corinthians. Bem diferente de outras reuniões do Conselho Deliberativo, desta vez não houve confusão antes de votação para apontar o substituto de Alberto Dualib, no Parque São Jorge. Mesmo assim a segurança está reforçada no clube. Além dos 60 enormes seguranças contratados pelo Corinthians, há no local 12 viaturas da Polícia Militar e mais 3 do Deic. Sessenta policiais estão preparados para conter o ímpeto dos corintianos. "Vai rolar confusão aqui, pode esperar", afirmou um sócio do clube, garantindo que a harmonia pregada entre os candidatos não existe. "É tudo balela, independentemente de quem ganhar, a briga será inevitável." A ameaça contrastou com a chegada dos candidatos. Osmar Stábile, considerado o grande azarão, foi o primeiro a chegar. Apareceu no clube às 17h45 e fez questão de ficar na porta por onde os conselheiros, ou eleitores da noite, tinham de passar. Cumprimentou a todos. Stábile, ciente de sua inferioridade na prévia eleitoral, desembolsou R$ 200,00 para contratar uma agência de eventos que disponibilizou duas garotas para fazer a tradicional boca de urna. Logo depois, às 18h30, apareceu Andrés Sanches. Acompanhado de Mario Gobbi, o idealizador do grupo Renovação & Transparência e mais seis cabos eleitorais. Pouco falou, preferindo se concentrar. "Se ganhar vou estar à 9 horas da manhã aqui, trabalhando." Por último, às 19h15, ao lado de seu pai, Damião Garcia, Paulo Garcia, surgiu, sorridente e esperançoso. "Vai ser uma eleição bastante apertada e espero receber um voto a mais que o segundo colocado", discursou, sem não antes frisar que era contra a eleição. "Sempre quis o consenso." Das celebridades esperadas para o evento, apenas o ex-governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho e o ex-jogador Biro Biro estão no Parque São Jorge. Hortência apareceu, mas logo foi embora. O presidente Lula e o deputado José Genoino não foram vistos. Alberto Dualib e Nesi Curi marcam presença. Mas apenas nas faixas do movimento Fora Dualib. "Dualib e Nesi, eliminação já", dizem duas das nove faixas esticadas pelo grupo, que se intitulou os "fiscais da eleição." A ex-presidente Marlene Matheus mais uma vez usou da ironia em sua chegada. "Nossa, quanta polícia", questionou. "Para que tudo isso se o Dualib não está aqui?", arrancou gargalhadas de muitos presentes. O sócio Roland Wohlers, o Cyborg, estava no clube. Como teve seu pedido de anulação do pleito indeferido, garantiu não voltar à Justiça exigindo a suspensão do resultado."Eu queria chamar a atenção para essa situação. E consegui", disse. "Agora, espero que seja convocada uma Assembléia Geral para que o resultado seja ratificado pelos sócios do clube."

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