Fabio Menotti/Ag. Palmeiras
Fabio Menotti/Ag. Palmeiras

Eleição no Palmeiras define planos políticos de casal da Crefisa

Donos de patrocinadora sonham em conquistar vaga no Conselho Deliberativo do clube

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2017 | 07h00

A eleição, neste sábado, de 76 membros para o Conselho Deliberativo do Palmeiras guarda uma expectativa rara entre os associados. Isso porque os empresários donos dos patrocinadores masters do clube, Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, investiram pesado na campanha para se eleger, com a intenção de participar ativamente da vida política do clube – e não mais apenas como anunciantes do uniforme. 

O casal pleiteia o mandato de quatro anos no órgão pela chapa Palmeiras Forte, liderada pelo ex-presidente Mustafá Contursi. Os empresários da Crefisa e da Faculdade das Américas (FAM) são considerados pelo grupo político os principais chamadores de voto. Como a eleição é proporcional, nos moldes das disputas para cargos legislativos, os dois podem ser os responsáveis por puxar outros membros da chapa para compor o novo Conselho do clube.

A campanha para angariar votos entre os sócios foi intensa. Nas últimas semanas, Leila organizou jantares para cerca de 400 convidados. Para este sábado, alugou uma casa nos arredores do Allianz Parque. No local vai funcionar um comitê, com estacionamento gratuito e coquetel o dia todo para os convidados.

As ações dos empresários também foram direcionadas ao clube nos últimos dias, com a assinatura na terça-feira do novo contrato de patrocínio do Palmeiras. O vínculo por duas temporadas vai injetar R$ 150 milhões no futebol, mais o pagamento de R$ 40 milhões em bônus caso o time conquiste todos os títulos de 2017.

Na noite de quinta-feira, a Crefisa bancou a contratação do reforço mais caro da história do Palmeiras. O colombiano Miguel Borja custou R$ 33 milhões e terá parte do salário e metade das luvas pagos pela empresa. O sonho político de Leila no clube causou o rompimento de relações entre o presidente atual, Maurício Galiotte, e o antecessor, Paulo Nobre. 

O mandatário tem bom relacionamento com o casal. Já Nobre impugnou a candidatura de ambos antes de deixar o cargo por entender que eles não atendiam ao requisito mínimo de oito anos no quadro societário para poder se candidatar. O sucessor cancelou a decisão e irritou o agora ex-aliado.

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