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Eleição presidencial no Vasco é suspensa por ordem judicial

Presidente do STJ acata pedido do presidente da Assembleia Geral do clube, considerando que não havia segurança para o processo eleitoral neste sábado; dia no clube foi caótico

Redação, Estadão Conteúdo

07 de novembro de 2020 | 22h48

A eleição presidencial que estava ocorrendo no Vasco neste sábado está suspensa. Atendendo a pedido de tutela provisória de Faués Cherene Jassus, o Mussa, presidente da Assembleia Geral do clube, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, determinou a paralisação do pleito.

O presidente da Assembleia Geral havia marcado a eleição online para o dia 14, mas, na noite de sexta, o desembargador Camilo Ribeiro Ruliére acatou pedido do candidato Luiz Roberto Leven Siano e do presidente do Conselho Deliberativo do Vasco, Roberto Monteiro, marcando o pleito presencial para este sábado, em São Januário.

No pedido, Mussa alegou que o pleito deste sábado botava em risco a segurança do processo eleitoral. A solicitação foi acatada pelo presidente do STJ, que, assim, tornou sem efeito a decisão do desembargador Ruliére. O presidente do STJ viu possíveis "efeitos nefastos" na liminar concedida por Ruliére.

A eleição começou às 9h55 deste sábado e seguiu até às 22h, mesmo após a decisão judicial. No momento em que a decisão chegou até a sede do Vasco, três urnas já estavam cheias, indo para a quarta, o que significaria em torno de 2.500 votos depositados no pleito.

A decisão judicial chegou ao clube pouco antes das 20h e a votação foi paralisada às 20h25. Cerca de 100 pessoas ainda estavam do lado de fora querendo votar. Houve confusão, e os portões foram fechados. Quando o despacho foi lido, houve gritaria e comemoração dentro do ginásio dos apoiadores da Sempre Vasco e Mais Vasco, chapas, respectivamente, dos candidatos Julio Brant e Jorge Salgado.

Mesmo com a ordem judicial, a votação somente foi interrompida após Alexandre Campello, atual presidente do Vasco e um dos candidatos do pleito, ordenar que as luzes do ginásio fossem desligadas, por volta das 22h. O candidato Leven Siano criticou a atitude, pediu que os votos fossem contados e afirmou que Campello somente desligou as luzes porque sabia que ele estava à frente.

Jorge Salgado, Julio Brant e Alexandre Campello se retiraram do local, alegando que o sistema de TI do clube havia sido desligado e, portanto, não seria possível checar se a pessoa era um sócio habilitado a votar. As cédulas deles foram retiradas e se tornou possível votar apenas em Siano e em outro candidato, Sérgio Frias, que seguiram no local e tiveram apoiadores lacrando as urnas.

O dia inteiro foi caótico no clube, com grandes filas, confusões e agressões. Sócio benemérito do clube, Luis Manuel Fernandes, que apoia Leven Siano, foi agredido por Rodrigo Stockler, membro da chapa Sempre Vasco, de Julio Brant. O vice-presidente do Departamento de Desportos Terrestres, Francisco Villanova, foi flagrado agredindo um membro da Chapa Roxa que o filmava com adesivos da chapa "No Rumo Certo", do atual presidente Alexandre Campello.

Ainda houveram acusações de que apoiadores de Leven Siano que já haviam votado voltaram à fila dos que ainda iriam votar, de forma a cansar e causar desistências entre os apoiadores de outros candidatos.

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