Everton Oliveira/Estadão
Everton Oliveira/Estadão

Eleitos por antecipação, jogadores sonham em estar no álbum de figurinhas da Copa

Vilson Manfrinati, responsável pela Divisão de futebol da Panini, conta que alguns atletas até ligam para a empresa pedindo presença

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2018 | 08h18

O Álbum de figurinhas oficial da Copa do Mundo Fifa Rússia 2018, que chega neste domingo para o leitor encartado na edição do jornal O Estado de S. Paulo, marca o pontapé inicial para o maior evento esportivo do ano. Mas o processo de concepção da coleção começou a ser feito muitos meses atrás. "Dois anos antes nós começamos os contatos com os atletas, agentes e empresários. É uma operação gigantesca, tem de fazer o layout, impressão e distribuição", conta Vilson Manfrinati, responsável pela Divisão de Futebol da empresa Panini Brasil.

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A lista de jogadores que entram no álbum é fechada em dezembro, ou seja, alguns meses antes da convocação final para a Copa. Por isso, como ocorreu na edição anterior, haverá uma atualização de atletas que não estão na coleção e foram convocados para o torneio, para entrarem no lugar de figurinhas de outros que não estarão na Rússia. De qualquer forma, existe um contrato feito com mais atletas do que os 18 que estão no álbum em cada seleção.

"Tem muitos jogadores que a gente fecha contrato, mas depois acaba nem usando as imagens deles. Com as seleções, existe um pré-contrato e, se a seleção se classifica para a Copa, ganha um bônus. Para o atleta não. O que nós fechamos é o valor de ele participar. É um acordo já sabendo que não existe obrigatoriedade que o atleta saia no álbum, pois a gente fecha com antecedência e depende de vários fatores. Depois nossa equipe decide quais são os nomes mais viáveis para a Copa".

O executivo brinca que antes da expectativa da convocação do técnico Tite, para muitos atletas existe a expectativa da convocação do álbum. "Eu acabo recebendo ligação de um ou outro jogador que ficou fora do álbum. Infelizmente, não conseguimos ter os 23. Mas pela primeira vez, que é um pedido de colecionador, colocamos 18 atletas em cada seleção. É uma equação que não é fácil porque a coleção vai ficando maior. Multiplica isso por 32 seleções, então o número aumenta bastante", diz o responsável.

Vilson Manfrinati lembra que para esta edição as negociações de direitos foram as mais tranquilas que já participou. Até porque muitos sonham fazer parte do álbum da Copa do Mundo. Um jogador da seleção brasileira, inclusive, abriu mão do valor que teria para receber e fez uma doação para uma entidade de assistência às crianças. Mas ele preferiu o anonimato nesse seu gesto.

"A gente tem situações particulares com empresários que endurecem mais. Mas sempre tem transparência grande com todos e através dessa conduta nunca tivemos problema de um atleta ficar fora. Às vezes é mais difícil, mas no momento da Copa existe um entendimento muito grande, primeiro por estar representando o Brasil, e depois pelo entendimento que o álbum é um produto que dá a largada para o clima da competição. É uma coleção que envolve não só as crianças, mas a família toda", afirma Manfrinati.

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