Nelson Almeida/AFP
Nelson Almeida/AFP

Elenco do Corinthians tem oito tricampeões consecutivos do Paulista

Fábio Carille, Fagner e mais seis jogadores estiveram nas três campanhas dos estaduais

João Prata, O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2019 | 11h00

O técnico Fábio Carille e mais sete jogadores do atual elenco do Corinthians tiveram a oportunidade de dar a volta olímpica nas últimas três conquistas do Campeonato Paulista. O treinador pôde comandar em 2017, 2018 e nesta temporada os goleiros Cássio e Walter, o lateral-direito Fagner, o zagueiro Pedro Henrique, o volante Gabriel, o meia Jadson e o atacante Pedrinho.

Esse grupo entra para a história do clube por acabar com um jejum de 80 anos e ainda fazer do Corinthians o primeiro clube quatro vezes tricampeão estadual da história do futebol de São Paulo. A primeira sequência de três títulos consecutivos aconteceu em 1922, 1923 e 1924. Pouco depois, em 1928, 1929 e 1930, veio a segunda sequência. E a última em 1937, 1938 e 1939. O Santos é o único clube do estado que também é três vezes tri, sendo que igualou o feito corintiano em 2012.

Os únicos titulares absolutos nas três conquistas foram Cássio e Fagner. O lateral lembrou do início da carreira no Parque São Jorge. “Feliz pela carreira vitoriosa dentro do clube que me formou. Não tem preço. É meu quinto título pelo Corinthians. Sou muito feliz aqui, fui criado aqui dentro. Cheguei aqui com nove anos de idade. Tive oportunidade de voltar em 2014 e continuar a história vitoriosa. Soube passar por todos os desafios”, disse.

O jogador destacou o poder de superação da equipe na reta final do Estadual. “Depois do jogo contra o Santos (na semifinal), o Fábio nos deu parabéns por estar na final, porque vinham muitas críticas. Ele falou para a gente que era normal a equipe oscilar, mas tínhamos de jogar mais. A partir daí, a gente entendeu tudo isso”, disse.

O meia Jadson, fundamental nas outras duas conquistas, se revezou com Sornoza no time deste ano. Neste domingo, ele ficou no banco, mas comemorou muito o título. “Chegaram jogadores novos, a equipe ganhou entrosamento, Mesmo com as críticas e fazendo jogos, às vezes, não como a gente espera, apresentamos alguns jogos com bom futebol, principalmente nos clássicos. Conseguimos o tricampeonato. Fico feliz em fazer parte dessa história.”

Pedrinho subiu para o profissional na primeira conquista, em 2017. E, nas últimas duas, ficou mais como opção para o segundo tempo. Neste domingo, foi a surpresa de Carille na escalação e começou jogando. Teve atuação discreta e no segundo tempo deu lugar a Vagner Love, autor do gol no fim do jogo. “Meu pai sempre fala quem sou pé quente. Fico feliz por mais esse título, que entra para a história”, comemorou o garoto.

Gabriel atuou apenas contra o Novorizontino e depois foi cortado da lista de inscritos por causa de lesão. Walter, de tanto ficar na reserva de Cássio, declarou neste ano que não renovará contrato com o clube para 2020. Por fim, Pedro Henrique teve algumas oportunidades no início do ano, mas depois ficou na reserva dos titulares e Manoel e Henrique. O jogador chegou a entrar alguns minutos em campo na final deste domingo por causa da lesão de Henrique.

Carille é o maior protagonista nessas três conquistas. Em 2017, ele foi efetivado, deixou de ser auxiliar após as tentativas frustradas da diretoria de substituir Tite. Cristóvão Borges e, por último, Oswaldo de Oliveira não deram certo e, então, Carille assumiu.

O treinador trocou o clube pelo futebol árabe durante o Campeonato Brasileiro do ano passado e retornou com status de “salvador da pátria” para a atual temporada após a saída de Jair Ventura. A aposta mais uma vez deu certo e a partir de hoje ele já começa a pensar no time para o Brasileirão e para o duelo de volta da quarta fase da Copa do Brasil, quarta-feira, contra a Chapecoense, em Itaquera.

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