Cesar Greco/Divulgação
Cesar Greco/Divulgação

Elenco do Palmeiras torce por Dorival Júnior e Alberto Valentim

Jogadores aprovam estilo da dupla e não se empolgam com estrangeiros ou Luxemburgo

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2014 | 13h13

SÃO PAULO - A longa negociação que se tornou a contratação de um técnico para o Palmeiras faz com que muitas apostas e palpites sejam feitos por quem espera logo um desfecho do caso. E ninguém mais do que os jogadores da equipe querem a definição. E na opinião de boa parte do grupo, Dorival Júnior ou a efetivação de Alberto Valentim são as melhores opção. 

O Estado conversou com alguns jogadores, entre eles alguns líderes e todos falaram que a preferência pela dupla se dá pelo fato deles estarem mais ambientados com o futebol brasileiro e terem um estilo de trabalho que agrada aos atletas. Alberto trabalha no clube desde o início do ano e sua forma de comandar a equipe no dia a dia, após a saída de Gilson Kleina, tem cativado os atletas.

Durante o treino, Alberto orienta os jogadores sem gritos e faz questão de elogiar e cobrar após a jogada ser efetuada. Nas entrevistas, tem adotado um tom muito equilibrado e sem transferir responsabilidades. Apesar da vontade dos jogadores, a chance do técnico interino ser efetivado é praticamente zero.

Quanto a Dorival Júnior, ele neste momento é o grande favorito a ser o técnico do Palmeiras. Na disputa com Vanderlei Luxemburgo, Arce e Ricardo Gareca, ele leva vantagem pelo estilo mais tranquilo de trabalho, embora venha de uma sequência muito ruim de resultados. Dorival está sem clube desde dezembro do ano passado e garante que aproveitou esse tempo desempregado para se "redescobrir como técnico", por isso está preparado para voltar a trabalhar.

Um jogador que deixou claro não concordar com a chegada de um treinador estrangeiro foi o zagueiro Lúcio. Após a partida contra o Sampaio Corrêa, o capitão palmeirense disse achar arriscado a mudança. "É uma outra cultura. Tem que saber se ele fala português fluente para passar todas as orientações. É complicado. Futebol é dinâmico e tem momentos que não dá para parar e explicar devagar. Fica bem mais difícil alguém que não domina a língua", opinou o xerife.

A diretoria não fala sobre a contratação de um novo treinador. Na quarta-feira, após a partida contra o Sampaio Corrêa, o presidente Paulo Nobre e o gerente de futebol Omar Feitosa ao passar por jornalistas disseram que não preferiam se manifestar enquanto o diretor executivo José Carlos Brunoro respondeu que não podia falar. Para o jogo deste domingo, contra o Vitória, a equipe será mais uma vez comandada por Alberto Valentim.

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