Elenco redime Oswaldo de mais vaias

Oswaldo de Oliveira está redimido: três dias depois de ter sido vaiado e chamado de burro na Vila Belmiro, comandou o Santos na melhor partida disputada até aqui no Campeonato Paulista. E essa era a promessa do grupo, feita pelo lateral-esquerdo Léo durante a preleção. E o esforço valeu, tanto que Robinho foi abraçar o técnico quando fez o primeiro gol.Oswaldo não confirmou diretamente a promessa dos jogadores, dizendo que "ninguém falou para mim, mas acho que foi uma coisa espontânea do grupo". Procurou também disfarçar o sentido do abraço que recebeu de Robinho: "Foi uma coisa espontânea, não teve um significado especial e eu fiquei muito feliz: receber um abraço do Robinho é motivo de muito orgulho.E retribuiu o gesto do elenco, atribuindo a eles a vitória. "Fiquei muito feliz e concordo que foi a melhor partida do time e isso se deve ao grupo de jogadores. Foi excelente do ponto de vista de marcação, evolução do ataque e de recomposição da equipe. Com tanta aplicação, acabou sobrando na parte técnica". Mas Oswaldo falou também do trabalho que realizou para vencer o adversário. Ele considera a defesa corintiana muito aplicada e alertou seus jogadores para fazer uma grande movimentação dentro de campo "para não favorecer a marcação".O que se viu foi um time impecável, com jogadores de ataque preocupados em marcar, sem descuidar do setor. Até Deivid que guarda mais sua posição era visto defendendo e atacando constantemente. "Ele tem evoluído muito nesse aspecto; não estava acostumado com isso e se aplicou muito", elogiou o treinador. Ele ressaltou que Robinho e Basílio já desempenham normalmente essa função, que vai se caracterizando como uma tática dos santistas. "Tenho sempre conversado muito sobre isso com os jogadores, já que não está dando tempo para treinar como pretendíamos, e tenho pedido que nossos atacantes se esmerem na marcação da saída de bola do adversário para que ela não chegue tão limpa aos atacantes. O time está evoluindo muito nesse quesito".Oswaldo de Oliveira esperou Tite anunciar a escalação de seu time para decidir os últimos detalhes. Quando viu que o adversário vinha aberto, optou por Basílio como terceiro atacante e isso deu certo. E traçou uma comparação entre o jogo contra o Guarani, quinta-feira, em que seu time não conseguiu vencer a retranca adversária. "O Corinthians escalou cinco jogadores ofensivos e nos deu espaço para jogar, enquanto a principal dificuldade que tivemos no outro jogo foi exatamente a falta desse espaço".Coração - Ex-treinador do Corinthians, Oswaldo garantiu que não houve um sabor especial nessa vitória, em que seu time deu um show de bola. "Tenho um respeito e carinho muito grande pelo Corinthians. Na verdade, se pudesse escolher gostaria que essa partida que o Santos jogou não fosse contra o Corinthians". O Santos treina nesta segunda-feira às 16 horas no CT Rei Pelé e logo em seguida embarca para São Paulo, onde pernoitará. Na terça-feira pela manhã, viajará para Santa Cruz de La Sierra e só na quarta-feira chegará em La Paz, horas antes do jogo contra o Bolívar na estréia da Copa Libertadores da América.

Agencia Estado,

13 de fevereiro de 2005 | 20h01

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