Yuri Cortez/ AFP
Yuri Cortez/ AFP

Elias quer que seleção aprenda com erros na Copa América

'Temos de tocar a bola, evitar contato, brigas', diz volante corintiano

ALMIR LEITE E GONÇALO JUNIOR, Estadão Conteúdo

28 de junho de 2015 | 12h21

A Copa América serviu de aprendizado e deu aos jogadores a exata noção dos erros que não podem ser cometidos nas Eliminatórias. É essa a visão do volante Elias, titular absoluto de Dunga na campanha mal sucedida no Chile. Na manhã deste domingo, minutos antes de embarcar de volta ao Brasil, o jogador falou das lições aprendidas e deixou claro que é preciso a equipe ter mais controle para não ser surpreendido na disputa das vagas para a Copa do Mundo da Rússia. 

"A Copa América nos deixa alguns aprendizados. A questão das Eliminatórias. Vai ser dura (a disputa), competitiva, a gente tem de fazer aquilo que sabe", recomenda Elias. "Tocar a bola, evitar contato, evitar brigas."

Um dos problemas mostrados pela seleção na Copa América foi o descontrole emocional. Além de Neymar ter sido na prática retirado na competição por seu comportamento na partida contra a Colômbia - quando tentou agredir um adversário após o jogo e ofendeu o juiz chileno Enrique Osses por ter sido expulso -, foram constantes as reclamações dos jogadores com os árbitros.

Apesar da consciência de que as Eliminatórias serão bastante complicadas, Elias acha possível o Brasil ter trajetória tranquila. Desde que saiba como se portar. E não acredita que a seleção fique fora da Copa da Rússia.

"Risco na Eliminatória sempre vai ter. A gente sabe que vai ser difícil, com as equipes mais padronizadas, jogando de jeito parecido", analisou. "Mas temos qualidade. O trabalho que está sendo feito... temos de dar sequência para ter uma Eliminatória mais tranquila."

Elias revelou que sua noite depois da derrota por 4 a 3 nos pênaltis que eliminou a seleção foi ruim, praticamente sem dormir. "Mas não tem muito o que falar. É só torcer para passar mais rápido o tempo para a gente superar essa situação."

No seu entender, após bom primeiro tempo contra o Paraguai, em que a seleção teve o controle do jogo, o panorama mudou porque a equipe deixou de girar a bola para envolver o adversário e permitiu que o jogo ficasse do jeito que os rivais queriam, baseados em muitas bolas pelo alto.

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