Cesar Grewco/Ag. Palmeiras
Cesar Grewco/Ag. Palmeiras

Eliminação na Libertadores esquenta clima político no Palmeiras

Sem o torneio continental, clube passa a ter como um dos focos em novembro a disputa pela presidência

Ciro Campos, Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

02 Novembro 2018 | 05h00

O adeus à Copa Libertadores levará o Palmeiras a se preocupar mais com outra disputa. O clima de eleição para presidente do clube – marcada para o próximo dia 24 – começa a se intensificar, movido também pelo tropeço mais recente do time. A eliminação diante do Boca Juniors na última quarta-feira acabou por virar munição para críticas contra a atual gestão.

No fim do mês, os associados vão decidir se mantêm no cargo para mais três anos de mandato o presidente Mauricio Galiotte ou se apostam no candidato da oposição, Genaro Marino Neto, antigo aliado do atual mandatário. O ambiente político do Palmeiras começou a ficar mais movimentado a partir do último dia 15. Na ocasião foi realizada a aprovação das duas chapas para a eleição e dada a largada para o pleito.

A queda diante do Boca Juniors acabou por virar mais um ingrediente dessa disputa. Membros da oposição pretendem questionar Galiotte sobre o resultado. Conselheiros ouvidos pelo Estado avaliam que, mesmo após anos seguidos de investimentos elevados e contratações de peso, a equipe demonstra deficiência no planejamento do elenco e falha nas horas decisivas.

Os opositores de Galiotte fizeram as mesmas reclamações em ocasiões anteriores, como depois do vice no Paulista deste ano. Os apoiadores do presidente defendem a gestão, principalmente pelos resultados financeiros, como o superávit de R$ 57 milhões no último ano.

Galiotte está no cargo desde o começo de 2017, quando sucedeu Paulo Nobre. A chapa de oposição acabou formada por antigos vices do atual presidente, que romperam o apoio. Genaro era um deles e conta agora com os três outros colegas que formavam a gestão, mas mudaram de posição: Antonino Jesse Ribeiro, José Carlos Tomaselli e Victor Fruges.

ALIADOS

O panorama eleitoral do Palmeiras tem figuras marcantes como apoiadores dos candidatos. Galiotte conta com a empresária Leila Pereira, proprietária da Crefisa, como grande aliada. Genaro tem ao lado os ex-presidentes Paulo Nobre e Mustafá Contursi, que no passado já estiveram juntos com Galiotte.

A disputa eleitoral teve prévias no clube com votações no Conselho Deliberativo. Na mais disputada delas, o atual presidente conseguiu aprovar a mudança no estatuto sobre o tempo de mandato. Quem ganhar a eleição será empossado para três anos de gestão – o mandato anterior era de dois.

Galiotte conseguiu no órgão outra vitória em agosto em uma votação sobre a alteração do contrato com a Crefisa. Os aditivos foram aprovados por 80% dos presentes. As mudanças no acordo com a empresa foram levadas à apreciação após terem sido seguidamente reprovadas nas reuniões mensais do órgão fiscal do clube. As negativas representam uma forma de perseguição política, segundo aliados do atual presidente.

 

 

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