Eliminação traz prejuízos ao São Paulo

A crise se instaurou no São Paulo após a derrota de domingo por 1 a 0 para a Portuguesa, que causou a eliminação da equipe no Campeonato Paulista. Enquanto o presidente Paulo Amaral sumia de circulação, o clube contabilizava os prejuízos financeiros por ficar de fora das semifinais da competição. Com a saída prematura, o São Paulo deixará de arrecadar cerca de R$ 4 milhões até o fim do primeiro semestre, valor que seria pago pela Federação Paulista caso a equipe se tornasse campeã estadual.O clube ainda terá de arcar com uma folha de pagamento estimada em R$ 1,3 milhão mensais neste período. Do novo patrocinador, a empresa sul-coreana LG, o clube tem para receber apenas R$ 500 mil por mês, um valor abaixo do que era pago pela antiga patrocinadora, a Motorola.A LG já dava sinais de descontentamento com os resultados do time dentro de campo. "Para nós, quanto mais o clube chegar a finais, melhor. Mas o futebol é um esporte imprevisível", lamentou Mário Kudo, diretor-de-marketing da empresa. O clube ficou ainda sem o bônus que receberia do patrocinador caso chegasse às finais do estadual.Para piorar, os dirigentes são-paulinos estão sentindo-se preteridos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Quando os jogadores se reapresentarem nesta terça-feira, o técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, não terá como fazer o planejamento para a próxima partida da equipe na Copa do Brasil, contra o Vitória da Bahia.No sorteio que a CBF fez nesta segunda-feira, no Rio, a diretoria deixou a entidade sem saber quando será realizado o jogo. "Não se pode dar um tratamento diferenciado para o Fluminense e o Flamengo, que tiveram suas datas divulgadas rapidamente. É um absurdo", esbravejou o representante tricolor, José Paulo Leal.Cargo ameaçado - Os problemas do São Paulo não ficam somente nas perdas financeiras. Internamente, o departamento de Futebol vive uma turbulência, com o diretor de Futebol José Dias correndo até o risco de perder o cargo. Dias colocou-se contra o presidente Paulo Amaral no caso envolvendo as críticas que o diretor corintiano Roque Citadini fez ao São Paulo, chamando o estádio do Morumbi de "elefante branco". O diretor exigiu que o clube não mais cedesse o estádio ao Corinthians, irritando Amaral, que preferiu uma saída diplomática. A torcida também está pressionando os dirigentes, fazendo cobranças administrativas e pedindo a saída de Vadão.

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