Nelson Antoine/AP Photo
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Eliminação na Libertadores volta a adiar projeto Mundial do Palmeiras

Equipe alviverde lutou, mas caiu diante do time argentino, na semifinal da competição continental

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2018 | 23h59

O projeto ambicioso do Palmeiras de conquistar a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes foi adiado mais uma vez com a eliminação na semifinal do torneio diante do Boca Juniors. O sonho alimentado principalmente pelo pesado aporte financeiro da Crefisa em patrocínio, salários, reforços e premiações, passará por um novo período de avaliação, sujeito ao resultado das eleições presidenciais do clube.

Em 24 de novembro o atual presidente, Mauricio Galiotte, vai tentar se reeleger para mais três anos de mandato. O adversário será Genaro Marino Neto, ex-vice-presidente e agora opositor do mandatário. O vencedor da disputa terá de negociar a renovação com parceiros importantes nos últimos anos do Palmeiras, como é o caso da Crefisa.

A empresa presidida por Leila Pereira e José Roberto Lamacchia injetou nos dois últimos anos apenas em patrocínio cerca de R$ 150 milhões, fora os aproximadamente R$ 200 milhões em contribuição com reforços, salários e luvas de jogadores. O vínculo da Crefisa com o Palmeiras vai até fevereiro. A conversa para renovar será conduzida pelo presidente vencedor da eleição.

Apesar de Leila Pereira já ter sinalizado que não pretende sair do clube tão cedo, a possível continuidade pode ser dificultada caso o vencedor da eleição não seja o atual presidente. O candidato de oposição, Genaro Marino Neto, é adversário político da empresária. Já Galiotte, por sua vez, tem o apoio dela.

A parceria entre Palmeiras e Crefisa começou em 2015, logo depois de o clube ter se livrado do rebaixamento no Brasileiro em pleno ano do centenário. O aumento crescente de investimentos, somado à vinda de mais de 15 reforços, entre eles jogadores como Borja e Lucas Lima, criaram no cluba a fama de "Real Madrid das Américas", principalmente movido pelo maior patrocínio das Américas.

O grande sonho do clube e da patrocinadora foi de levar o Palmeiras ao topo da América do Sul e do Mundo. O sonho teve um duro revés em 2016, com a queda ainda na fase de grupos, sofreu outro baque em 2017, com a queda prematura e inesperada nas oitavas de final, e ganhou um novo fôlego em 2018. A caminhada movida pelo primeiro lugar na fase de grupos, vitórias convincentes como visitante e chegada à semifinal terminou de forma abrupta na semifinal. Será a vez de novamente recomeçar.

Outra figura importante do Palmeiras nos últimos anos ainda não tem presença garantida no clube em 2019. O diretor de futebol Alexandre Mattos tem contrato somente até dezembro e aguarda também o desfecho da eleição presidencial para ter confirmada a permanência na equipe. O dirigente chegou ao clube em 2015 e foi o responsável pelo planejamento e montagem dos elencos desde então.

 

 

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