Eliminado do Paulistão, Corinthians teve ajuda de rivais em 1988 e 2004

Nas ocasiões, o time corintiano sagrou-se campeão e escapou do rebaixamento, respectivamente

Diego Salgado, O Estado de S. Paulo

17 de março de 2014 | 18h11

SÃO PAULO - Exatos dez anos depois de o atacante são-paulino Grafite livrar o Corinthians do rebaixamento no Campeonato Paulista, o time corintiano acaba eliminado do Estadual em uma rodada marcada por polêmicas. Com o empate sem gols diante do Penapolense fora de casa e a derrota do São Paulo diante do Ituano no Morumbi por 1 a 0, as chances de o Corinthians chegar à segunda fase do Paulistão chegou ao fim. Os corintianos Romarinho e Mano Menezes acusaram o São Paulo de entregar o jogo para o Ituano.

Os fatos ocorridos domingo não são incomuns na história do futebol brasileiro. Em pelo menos quatro oportunidades, situações parecidas foram responsáveis por muita discussão sobre os resultados que levaram à classificação ou à eliminação do rival. Isso ocorreu nos Campeonatos Paulista de 1988 e 2004, além do Brasileirão de 2009 e 2010.

Em 1988, o Corinthians chegou à final do Paulistão contra o Guarani após uma "ajuda" providencial do Palmeiras, seu maior adversário. Na última rodada do quadrangular semifinal, o São Paulo somava sete pontos, contra seis do Corinthians. Santos e Palmeiras, por sua vez, já eliminados, tinham quatro e três pontos, respectivamente.

O Corinthians enfrentou o Santos no Pacaembu e venceu por 2 a 0. Com oito pontos, o time treinado por Jair Pereira viu o Palmeiras bater o São Paulo no Morumbi, com gol solitário de Gérson Caçapa. Garantido na final, a equipe corintiana passou pelo Guarani e faturou o seu 20.º título paulista.

Após 16 anos, os corintianos tiveram mais uma ajuda. Após campanha vexatória no Estadual, com duas vitórias em oito jogos, o Corinthians chegou à última rodada da fase classificatória ameaçado pelo rebaixamento. Com oito pontos (contra seis do Juventus), era preciso vencer a Portuguesa Santista para afastar o fantasma da queda. O time, contudo, perdeu por 1 a 0 no Pacaembu. Mas o São Paulo, com dois de Grafite, fez 2 a 1 no Juventus, no Anacleto Campanella, e salvou o Corinthians do descenso.

BRASILEIRÃO

Em 2009, foi a vez de o Corinthians se envolver numa polêmica. Na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, o São Paulo liderava o torneio, com 62 pontos. O Flamengo, vice-líder, somava 61. Em Goiânia, o time são-paulino perdeu por 4 a 2 para o Goiás. Em Campinas, o Corinthians recebeu o Flamengo, que fez 1 a 0 com Zé Roberto aos 26 minutos do primeiro tempo.  A partida ficou marcada também pelo pênalti cobrado e convertido por Leonardo Moura. No lance, o goleiro Felipe não pulou na bola.

Depois, na última rodada, o time carioca fez 2 a 1 no time B do Grêmio e sagrou-se campeão brasileiro - a escalação gremista também foi alvo de reclamação do Internacional, que àquela altura lutava pelo título.

No ano seguinte, mais polêmicas de 'entrega de resultados'. O Corinthians liderava o Brasileirão a três rodadas do fim, quando enfrentaria o Vitória, em Salvador. O São Paulo receberia o Fluminense, adversário direto do rival paulista. O Corinthians apenas empatou por 1 a 1 em Salvador. Já a equipe são-paulina foi goleada pelo time de Conca e Fred na Arena Barueri. Na rodada seguinte, foi a vez de o Palmeiras perder para o Fluminense: Dinei abriu o placar, mas Carlinhos e Tartá viraram o jogo. No fim, o time carioca ficou com o título e o Corinthians amargou a terceira colocação. 

NOVA POLÊMICA

Na penúltima rodada da primeira fase do Paulistão deste ano, domingo, o Corinthians entrou em campo precisando tirar uma diferença de dois pontos em relação ao Ituano. Era preciso, então, vencer o Penapolense fora de casa e torcer para um empate na partida São Paulo e Ituano. O time de Mano Menezes, no entanto, não conseguiu nem fazer a sua parte. Em um jogo de poucas emoções, acabou empatando por 0 a 0. No Morumbi, Esquerdinha fez o único gol da partida vencida pelo time de Itu.

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