Darko Vojinovic/AP
Darko Vojinovic/AP

Eliminados, Arábia Saudita e Egito se enfrentam por vitória e adeus digno

Seleções se enfrentam nesta segunda-feira, às 11h, em Volgogrado, pelo Grupo A

O Estado de S.Paulo

25 Junho 2018 | 00h00

Já sem chances de se classificar à próxima fase da Copa do Mundo da Rússia, Arábia Saudita e Egito se enfrentam nesta segunda-feira, às 11 horas (de Brasília) para se despedir com honra e dignidade do torneio. Ambos buscam a primeira vitória na competição

+ Cúper diz que Egito buscará vitória em despedida da Copa para dar alegria ao país

+ Pizzi promete Arábia Saudita ofensiva e descarta marcação especial em Salah

As duas seleções amargaram duas derrotas para Rússia e Uruguai nos confrontos do Grupo A, e viram, na rodada anterior, ir para o ralo as chances de se classificar para o mata-mata. Com russos e uruguaios classificados, o objetivo de sauditas e egípcios é conseguir um triunfo para melhorar a imagem neste Mundial. 

Ambos vivem longos jejuns de vitórias em Copas. A Arábia Saudita não conquista três pontos no torneio desde a Copa de 1994, nos Estados Unidos. Enquanto que o Egito nunca venceu uma partida na história da Copa. É importante ressaltar que esta é apenas a terceira participação do país africano no torneio. Nas outras duas, em 1934, foi derrotado pela Hungria na única partida que disputou naquele ano, e em 1990, empatou com Holanda e Irlanda, além de ter sido vencido pela Inglaterra.

Os sauditas, por enquanto, deixaram uma impressão pior. Foram goleados por 5 a 0 pelos anfitriões na partida inaugural do Mundial e sequer marcaram um gol ainda no torneio. No entanto, sobre os árabes não havia a expectativa que existiu em relação ao desempenho dos egípcios, especialmente pela presença do craque Mohamed Salah.

 

Ainda se recuperando de lesão no ombro, Salah foi preservado pelo técnico Hector Cúper e não enfrentou o Uruguai na partida inicial, que terminou com derrota por 1 a 0. Contra os russos, o astro do Liverpool foi titular, marcou de pênalti mas não evitou o revés por 3 a 1. 

O técnico Juan Antonio Pizzi deve escalar a Arábia Saudita com muitas mudanças. A tendência é que o treinador argentino, cujo futuro no comando da seleção está em aberto, dê oportunidades para atletas que jogaram poucos minutos na Rússia. Até porque o comandante tem pelo menos quatro desfalques para o duelo. Tayseer Al-Jassim, Omar Hossawi, Ali Balihi e Mansour Al-Harbi estão lesionados e não jogam mais na competição. 

Pizzi, que havia lamentado os insucessos no torneio, prometeu uma equipe ofensiva na despedida da Rússia e assegurou que colocará o que tem de melhor em campo. Além disso, o argentino disse que não fará marcação especial em Salah.

"Vamos colocar o melhor time possível. Temos 23 jogadores e vou escolher os 11 melhores para entrar em campo. É um jogo extremamente importante para nós. Eu e os jogadores damos muita importância e vamos colocar os melhores titulares possíveis", disse.

"Ele (Salah) tem muitas qualidades. Claro que temos que tomar cuidado, mas não especificamente com ele e sim de maneiras gerais. Vamos fazer uma formação que a gente possa anulá-los ofensivamente", explicou.

Do lado do Egito, a grande atração é a possibilidade da quebra de um recorde importante. Se a partida não vale classificação, pode ser histórica e especial para o goleiro Essam El-Hadary, que, se entrar em campo, ultrapassará o ex-goleiro colombiano Faryd Mondragón para se tornar, aos 45 anos, o jogador mais velho da história a disputar uma partida de Copa do Mundo.

O técnico Hector Cúper evitou confirmar se escalará o goleiro. Ele limitou-se a dizer sobre a partida, na qual a seleção africana busca a vitória para, segundo o treinador, dar alegria ao povo egípcio. 

"É uma partida muito importante porque queremos vencer e terminar com um bom resultado. Nós nos preparamos bem, queremos representar o povo egípcio e fazê-los felizes com uma vitória", disse o treinador.

 

 

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