Eliminatórias africanas à Copa de 2010 chegam à fase final

Vinte seleções iniciam neste sábado a terceira e última fase das Eliminatórias africanas à Copa de 2010, que definirá as cinco equipes do continente que acompanharão a anfitriã África do Sul, do técnico brasileiro Joel Santana.

EFE

27 de março de 2009 | 17h08

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O Grupo 1 conta com duas seleções veteranas em Mundiais: Camarões e Marrocos devem brigar pela vaga em disputa, enquanto o Togo - que foi à Copa de 2006 - e o Gabão correm por fora.

Os camaroneses estão mordidos pela ausência no Mundial de 2006, a primeira desde 1990, e já provaram isso ao chegar à final da última Copa Africana de Nações, perdendo para o Egito. Contudo, o grupo é envelhecido e depende muito do atacante camaronês Samuel Eto'o.

Prova disso é que o técnico alemão Otto Pfister - comandante de Togo na Copa - ainda não achou um parceiro ideal para o jogador do Barcelona no ataque da seleção. Os camaroneses estreiam diante do Togo, na cidade ganesa de Acra. O jogo será levado a outro país porque o único estádio em condições de recebê-lo em território togolês está fechado.

Já o Marrocos chega sob o comando do francês Roger Lemerre, campeão da Eurocopa de 2000 por seu país natal. Após levar a Tunísia à Copa Africana de 2004, ele espera agora manter a boa campanha no continente classificando os marroquinos a mais um Mundial.

Na seleção togolesa, a presença do atacante Emmanuel Adebayor, do Arsenal, já não é mais um trunfo diante dos adversários. E o Gabão, do ex-meia francês Alain Giresse, confia nas partidas em casa para conquistar pontos rumo à primeira Copa. Contudo, o primeiro desafio dos gaboneses será em Casablanca, diante do Marrocos.

A chave B tem a Nigéria como destaque. Outra ausência importante na Alemanha, a equipe tem jogadores como Obi Mikel, Obafemi Martins e Kanu, com ampla experiência na Europa. Mas o técnico Shaibu Amodu não tem conseguido lidar bem com o elenco.

Os nigerianos começam a batalha pela presença em mais uma Copa em Maputo, visitando o Moçambique. Apesar de atuar em casa, o país - berço do atacante Eusébio, que fez fama por Portugal - parece já ter chegado muito longe ao disputar a última fase.

Já a Tunísia contratou o técnico português Humberto Coelho para chegar ao quarto Mundial da história e o terceiro consecutivo. Por terem mais jogadores atuando na Europa e um esquema bem aplicado atuando longe de seus domínios, a equipe surge como a outra favorita no grupo.

O Quênia, que recebe os tunisianos em Nairóbi na primeira rodada, obteve alguns bons resultados e se mostrou muito forte em seus domínios. A estrela do elenco do técnico Francis Kimanzi é Dennis Oliech, atacante do Auxerre, da França.

Força do continente e com pouco êxito em nível mundial, o Egito tem tudo para garantir vaga na África do Sul. Diferentemente das Eliminatórias anteriores, quando caiu ante seleções fortes, agora a equipe está na chave C, ao lado de Argélia, Zâmbia e Ruanda.

O atual campeão da Copa Africana de Nações tem como estrelas o meia-atacante Mohamed Aboutrika, do Al-Ahly de seu país - base da seleção - e o atacante Amr Zaki, que atua no Wigan, da Inglaterra. A estreia dos comandados do técnico Hassan Shehata é diante da Zâmbia, na Cidade do Cairo.

O adversário de estreia do Egito é comandado pelo francês Herve Renaud, que confia na geração sub-20 que foi às oitavas do Mundial da categoria ano passado, no Canadá. Jogadores como o atacante e capitão Chris Katongo, que disputa o Alemão pelo Arminia Bielefeld, são as esperanças.

Mas a maior ameaça da Tunísia é a Argélia, que não vai à Copa desde 1986. O que pesa é a instabilidade no comando da equipe: desde sua independência, em 1962, foram nada menos que 34 técnicos no comando.

A equipe começa a disputa visitando a Ruanda em Kigali. O próprio treinador dos ruandeses, o croata Branko Tucak, sabe que só um milagre leva o país à Copa.

Eliminada pelo Brasil nas oitavas-de-final em 2006, Gana é a equipe de mais tradição no Grupo D, que tem ainda Mali, Benin e o Sudão. A seleção ainda carece de um artilheiro e depende muito de jogadores como Michael Essien, Stephen Appiah e o capitão John Mensah, constantemente lesionados.

O primeiro confronto será em casa, na cidade de Kumasi, diante do Benin - que confia nos gols de Razak Omotoyossi, do Al Nassr saudita, e no talento do meia Stephane Sessegnon, que defende o Paris Saint-Germain. A base é a equipe não passou da primeira fase do Mundial Sub-20 de 2005, na Holanda.

O Mali pode ser a maior surpresa das Eliminatórias. Apostando na espinha dorsal formada pelos meias Mahamadou Diarra (Real Madrid) e Seydou Keita (Barcelona), além do artilheiro Frederic Kanouté, do Sevilla, a equipe é comandada por Stephen Keshi, capitão da Nigéria em sua primeira Copa do Mundo, nos Estados Unidos, em 1994.

A incógnita é o Sudão, imerso em um conflito entre rebeldes e Governo na região de Darfur que já matou 300 mil desde seu início, em 2003. A seleção, que estreia diante do Mali em casa, na cidade de Omdurman, disputou a última Copa Africana de Nações.

No Grupo E, a vaga deve ficar com a Costa do Marfim. Mas a vida da seleção que mostrou bom futebol na Alemanha não deve ser tão tranquila, pois Burkina Fasso and Guiné podem surpreender. O Malauí, sem grandes pretensões, completa a relação de participantes.

O maior problema dos marfinenses tem sido as lesões: jogadores como os atacantes Didier Drogba, do Chelsea, e Abdelkader Keita, do Lyon, devem retornar ao longo da disputa, enquanto o zagueiro Kolo Touré, do Arsenal, só volta no fim do ano.

A Costa do Marfim estreia contra o Malauí diante de sua torcida, em Abidjan. A intenção do adversário é terminar entre os terceiros colocados, que garantem vaga na Copa Africana de Nações de 2010.

Na capital Uagadugu, Burkina Fasso enfrenta o Guiné. As duas equipes podem incomodar os marfinenses na chave, mas a falta de tradição pode pesar.

A próxima rodada das Eliminatórias Africanas será em junho. Os vencedores de cada grupo garantem classificação ao Mundial, mas os três melhores vão à Copa Africana de Nações de 2010, em Angola.

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