Lucas Uebel/Grêmio
Lucas Uebel/Grêmio

Em primeiro Gre-Nal com torcida única, Grêmio visita Inter em clima de desespero

Em situações antagônicas na tabela, equipes se enfrentam neste sábado, às 19h, no estádio Beira-Rio

Felipe Rosa Mendes, Estadão Conteúdo

06 de novembro de 2021 | 06h48

No primeiro Gre-Nal da história com torcida única, o Grêmio vai encarar o arquirrival Internacional, às 19 horas deste sábado, no estádio Beira-Rio, em clima de desespero. O time visitante aposta todas as suas fichas no clássico para se recuperar no Brasileirão, enquanto o Inter tem a chance de retomar a briga pelo G-6 e afundar o rival de vez na tabela, rumo ao rebaixamento.

O Gre-Nal 434 se tornou histórico dias antes de a bola rolar, em Porto Alegre. O clássico gaúcho terá torcida única pela primeira vez na história. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aceitou liminar determinando que o Grêmio jogue com portões fechados e não receba ingressos em partidas como visitante. A decisão foi consequência da invasão protagonizada por torcedores gremistas no último domingo, na derrota para o Palmeiras, na sua Arena.

A decisão pela torcida única acontece oito anos depois de as autoridades gaúchas tentarem o expediente num clássico válido pelo Brasileirão de 2013. Na ocasião, a Brigada Militar pediu a torcida única ao Ministério Público também por conta de episódios de violência da torcida gremista, em jogo contra o Fluminense, na rodada anterior. Os presidentes dos clubes gaúchos acabaram dissuadindo as autoridades da decisão, que desta vez se tornou inevitável, por determinação do STJD.

Assim, o Grêmio terá que enfrentar, além do arquirrival, 25 mil torcedores colorados neste sábado. Em situação dramática, o time tricolor vem de três derrotas consecutivas no Brasileirão. Está no 19º e penúltimo lugar da tabela, com 26 pontos. São sete pontos de desvantagem em comparação ao Bahia, primeira equipe fora da zona da degola.

Um tropeço no clássico deve derrubar de vez o moral do time comandado pelo técnico Vagner Mancini. Pelos cálculos da diretoria, o Grêmio precisa vencer seis dos 10 jogos restantes para chegar aos 44 pontos e evitar o cada vez mais provável rebaixamento.

Para o clássico deste sábado, o treinador não deve fazer surpresas. As eventuais mudanças devem acontecer no meio-campo. A dúvida é se o Grêmio começará com três volantes - Thiago Santos, Lucas Silva e Villasanti - ou com o meia Campaz na vaga de Thiago ou Lucas. Se a segunda opção for confirmada, o time tricolor terá um trio de estrangeiros estreando em clássicos, com Borja se somando a Villasanti e Campaz.

Do lado do Inter, que lidera o histórico do Gre-Nal, com 157 vitórias (contra 138 do Grêmio), a situação é mais tranquila, apesar da sequência de quatro jogos sem triunfos. A série negativa fez o time de Diego Aguirre sair do G-6, a zona de classificação para a próxima Copa Libertadores.

Mas recuperar a vaga no G-6 talvez fique em segundo plano nas motivações do Inter. Elenco e comissão técnica sabem que uma vitória neste sábado deixará o rival em situação muito complicada na tentativa de escapar da queda.

"Sei o que são os Gre-Nais. Tive a sorte de estar muito tempo atrás como jogador em um Gre-Nal histórico. Também como treinador, em 2015, lembro de um Gre-Nal muito bom da final, que ganhamos no Beira-Rio. Tenho boas lembranças e sei o significado que tem para a torcida. Não tem jogo igual", diz Aguirre.

O treinador terá reforços para o clássico. O volante Rodrigo Dourado e o meia Patrick voltam à equipe após cumprirem suspensão. Taison, poupado contra o São Paulo na rodada passada, e Yuri Alberto, cortado daquele jogo por conta de um desconforto no tornozelo, também devem ser titulares.


As dúvidas do treinador estão no gol e na lateral-esquerda. Daniel ainda se recupera de uma fissura na costela e Marcelo Lomba deve ser o goleiro titular. Na lateral, Moisés apresentou uma lesão muscular na coxa esquerda. Paulo Victor é a opção imediata para a posição.

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