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Em 1950, Maracanã foi inaugurado inacabado e repleto de andaimes

Cinco construtoras e 3.500 operários levantaram o maior estádio do mundo em apenas 22 meses

Raphael Ramos, O Estado de S. Paulo

18 Janeiro 2014 | 21h41

SÃO PAULO - O maior símbolo da Copa de 1950 foi o Maracanã. Com capacidade para receber quase 10% da população do Rio de Janeiro em 1950, segundo censo da época, o estádio foi comparado ao Coliseu de Roma pelo presidente da Fifa, Jules Rimet, durante visita às obras, em 1949. Cinco construtoras e 3.500 operários levantaram o maior estádio do mundo em apenas 22 meses.

A rapidez com que o Maracanã foi construído fez com que muitos moradores do Rio temessem que a obra tivesse problemas estruturais e não resistisse ao primeiro jogo. Para tranquilizar a população, três mil funcionários foram convocados para pular simultaneamente nas arquibancadas antes da abertura.

Para projetar e executar o maior estádio do mundo, materiais e engenheiros vieram do exterior porque no Brasil não havia nada parecido com o Maracanã. Mas até em coisas simples a construção do estádio enfrentou problemas. As traves, por exemplo, foram colocadas com atraso, às vésperas da inauguração, porque o primeiro jogo de balizas foi feito com madeira de má qualidade e acabou cedendo durante os testes.

A partida inaugural ocorreu em 17 de junho de 1950, entre as seleções do Rio e de São Paulo. “Observou-se que duas regiões do estádio estavam repletas de andaimes sustentando dois lances da marquise que circunda a arquibancada. Isso impediu, certamente, que o estádio alcançasse a sua capacidade máxima”, dizia reportagem do Estado.

Sete dias depois, na abertura da Copa, no jogo entre Brasil e México, os andaimes foram retirados, mas havia ainda lama e material de construção.

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