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Peru já eliminou Brasil da Copa América no cara ou coroa

Seleção peruana ainda seria campeã do torneio de 1975

Igor Ferraz, O Estado de S. Paulo

14 Junho 2015 | 07h00

A Copa América de 1975, há quarenta anos atrás, foi a primeira a ser chamada pelo título como é conhecida hoje e foi realizada de maneira itinerante, ou seja, sem uma sede fixa. Desta forma, o Brasil, para poupar seus craques, formou a seleção com base de times mineiros e mandou seus jogos em Belo Horizonte. Mesmo assim, a seleção quase chegou à final, não fosse pelo regulamento esquisito da competição e por alguma falta de sorte.

O Brasil vinha de uma ótima campanha na primeira fase, em um triangular contra as seleções da Argentina e da Venezuela: venceu todas as suas quatro partidas de turno e returno (inclusive da Argentina, em Santa Fe, por 1 a 0) e chegou às semifinais com autoridade. O primeiro de cada um dos três grupos avançava às semis e se juntava ao Uruguai, atual campeão, que tinha vaga garantida.

Classificado, o Brasil encararia o Peru nas semifinais, que desbancara Chile e Bolívia. Ao contrário do que acontece hoje, a seleção peruana era muito competitiva. Liderada por Teófilo Cubillas, craque do Alianza Lima e tido como maior jogador peruano de todos os tempos (em 1970, o Peru já mostrava força ao 'roubar' a vaga da Argentina no Mundial do México e chegar às quartas de final sob comando do brasileiro Didi).

Por conta do pouco interesse que o torneio atraía, apenas 25 mil pessoas estiveram no Mineirão para assistir ao primeiro jogo da semifinal. Resultado: 3 a 1 para a seleção peruana, com direito a golaço de falta de Cubillas. Restava ao time comandado por Oswaldo Brandão buscar a classificação em Lima.

Por isso, o técnico decidiu reforçar a equipe com nomes como Waldir Peres, Geraldo e Roberto Dinamite. Na capital peruana, o Brasil reagiu: conseguiu fazer 2 a 0 com gols de Julio Melendez (contra) e Campos, do Atlético-MG. Desta forma, as duas equipes empatavam em pontos. Não havia critério de desempate ou sequer prorrogação. Por isso, ao apito final, o árbitro chamou os capitães dos dois times para o centro do campo. A vaga na final seria decidida no cara ou coroa.

A moeda foi lançada ao ar e... deu Peru, que decidiria o título continental contra a Colômbia. Na final, vitória dos colombianos por 1 a 0 em Bogotá e reação peruana em Lima: 2 a 0. Até a Conmebol achou demais caso o título fosse decidido novamente no cara ou coroa. Por isso, foi marcado um terceiro jogo em campo neutro: em Caracas, na Venezuela. Após vitória por 1 a 0, a geração de Cubillas deu ao Peru o título da Copa América de 1975.

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