Em 1992, Raí fez a alegria de ?Dina?

Em 1992, o gol de Raí, fez a alegria de Dina, um garoto de 13 anos, e de Rogério, um goleiro júnior, com 19 anos. A cobrança de falta que deixou Zubizarreta estático e transformou o São Paulo em campeão mundial interclubes, fez com que Grafite, que ainda era Dina, se transformasse, de vez, em sãopaulino, e com que Rogério passasse a sonhar com a glória.Hoje, estão em Tóquio, e o jogo tem significados diferentes para cada um deles. ?Para mim, é um bônus por tudo o que conseguimos durante o ano, mas não sinto como um dever cumprido. Quero ganhar esse título. Só assim, então, o trabalho estará feito?, diz Rogério Ceni, que, um ano depois do gol de Raí, já esteve no mesmo estádio, como reserva de Zetti. Desta vez, na vitória por 3 a 2 sobre o Milan, que garantiu o segundo título mundial.Grafite dá a impressão de pisar em campo já fecha o seu sonho. ?Assisti às duas finais em casa, comemorando muito. Hoje, meu sonho está completo, principalmente depois do ano ruim que tive neste ano. Posso ajudar o São Paulo a ganhar seu terceiro título. Pena que demorou 13 anos. Quem sabe a gente já não volta no ano que vem? Na quinta-feira, Rogério Ceni chamou Grafite em seu quarto. Foram assistir a um dvd sobre a conquista da Libertadores pelo São Paulo.?Foi emocionante, o Grafite dizia que sonhava em jogar a final de Tóquio. Ele se esforçou, conseguiu se recuperar da operação do joelho e está pronto para lutar com a gente. Isso é emocionante.? Ceni vê o time tranqüilo, confiante, com os pés no chão. ?Estamos todos muito bem. Dá para ter confiança no jogo.? Grafite espera ansioso pelo segundo tempo do jogo. ?Acho que vou entrar. Hoje (13), no gol, eu fiz um gol, sem goleiro. Quem sabe, eu entro e não faço outro? Grafite espera uma volta olímpica, no domingo. ?Dá para ganhar do Liverpool, tenho certeza. Vai ser uma maravilha.? Ceni, não fala sobre domingo. Só pensa nos árabes. E em um gol. ?A bola é mais dura do que a do Brasileiro, mas eu tenho treinado bastante. Tenho conversado com ela toda noite e já estamos quebrando o gelo. Pode ser que faça um gol, sim.? Talvez o gol que pode substituir o de Raí no imaginário de todo garoto são-paulino.

Agencia Estado,

13 de dezembro de 2005 | 17h53

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