Cesar Greco / Agência Palmeiras
Cesar Greco / Agência Palmeiras

Em 3 jogos no Palmeiras, interino Valentim acaba com o 'chutão'

Substituto de Cuca pede que zagueiros e volantes joguem com a bola no chão

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2017 | 07h00

Depois de três partidas, o técnico Alberto Valentim conseguiu deixar suas digitais no jeito de jogar do Palmeiras. Em linhas gerais, os zagueiros saem jogando com a bola no chão, evitando chutões; o ataque se movimenta constantemente, sem uma referência na área; Keno, aposta do treinador, tem liberdade para atuar em todos os lados. Valentim rompeu com a maioria dos conceitos de Cuca. 

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Hoje, o Palmeiras marca por zona, ocupando um espaço e bloqueando o adversário. Zagueiros e laterais, por exemplo, colocam-se à frente do gol, fazendo um “paredão”. Com Cuca, o time procurava encaixar a marcação e acompanhar o rival até o final da jogada. 

Por outro lado, Valentim resgatou um dos grandes diferenciais do time campeão do ano passado: a marcação no campo do adversário. Foi assim que o Palmeiras conseguiu vencer os reservas do Grêmio por 3 a 1, completando três vitórias seguidas. Quase sempre eram seis palmeirenses no campo do rival. Foi o teste mais difícil até agora, mas o time foi bem. 

No ataque, a regra é confundir a marcação, com deslocamento e aproximação. A movimentação dos atacantes pulverizou a defesa Ponte Preta na vitória do Pacaembu. Com Willian, Keno e Dudu na linha de frente, os zagueiros não sabiam a quem marcar. Com Cuca, o Palmeiras fazia mais ligações diretas e explorava a habilidade de Deyverson no jogo aéreo, dentro e fora da área. Ele sempre escorava para alguém. 

O problema de Valentim – como na era Cuca – são as laterais. Tanto no ataque como na defesa. Contra a Ponte, o time ficou vulnerável diante das bolas esticadas pelas pontas e cruzamentos rasteiros na área. Quase sofreu gol em três lances. Outra lição de casa de Valentim se refere à proteção da zaga. 

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