Rubens Chiri/saopaulofc.net
Rubens Chiri/saopaulofc.net

Em 4 meses, Diego Souza vai de ‘negociável’ a artilheiro no São Paulo

Camisa 9 quase foi emprestado ao Vasco em abril e, hoje, virou um dos homens de confiança de Aguirre

Renan Cacioli, O Estado de S. Paulo

14 Agosto 2018 | 05h00

No fim de abril, São Paulo e Vasco chegaram a trocar informações que envolveriam a ida de Diego Souza para o Rio. Insatisfeito e sequer relacionado por Diego Aguirre para as duas rodadas iniciais do Campeonato Brasileiro, o camisa 9 via com bons olhos a possibilidade de transferência, apesar de nunca ter pedido à diretoria para sair.

Quatro meses depois, o jogador deixou o campo na Ilha do Retiro, no último domingo, aplaudido até pelos adversários e artilheiro do São Paulo na temporada, com 11 gols, mesmo número do meia-atacante Nenê. Virou uma das peças quase insubstituíveis da equipe.

"Fui muito feliz aqui, quando atuei pelo Sport, e sempre me trataram bem. E agora consegui vencer com o São Paulo em um lugar tão especial", falou o jogador, depois da partida em que abriu o placar. Em sinal de respeito, comemorou discretamente, o que foi retribuído pela torcida local com aplausos. Idolatrado por sua passagem de duas temporadas (2016 e 2017) pelo clube pernambucano, também foi ovacionado ao ser substituído por Tréllez, aos 31 do segundo tempo.

No São Paulo, praticamente não saiu mais da equipe desde a partida contra o Fluminense, pela terceira rodada, ocasião em que Aguirre voltou a relacioná-lo. No jogo seguinte, diante do Atlético-MG, marcaria o primeiro dos sete gols que acumula no Brasileirão – tem ainda um pela Sul-Americana e três pelo Paulistão. Exceção à quinta rodada, quando ficou fora devido a um edema muscular, foi titular em todas as demais rodadas do Brasileiro.

Nos jogos no Morumbi, seu nome é um dos mais festejados pela torcida durante o anúncio da escalação no sistema de som do estádio. Jogando como centroavante, mas tendo liberdade para flutuar, parece ter achado sua posição no esquema de Aguirre, principalmente depois das chegadas de Rojas e Everton, que passaram a dividir a responsabilidade com ele e Nenê e fizeram o futebol da equipe crescer. Nos últimos cinco confrontos, Diego Souza deixou sua marca em três.

Internamente, virou um dos líderes do elenco e espelho por sua perseverança. "Futebol é assim, são momentos. Há quatro meses, ele não vivia sua melhor fase, mas deu a volta por cima. Não é surpresa, porque todos sabem da qualidade que ele tem. Para mim, é um exemplo. Dentro e fora de campo, temos muita amizade", elogiou o atacante Tréllez.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.