Divulgação/Agência Palmeiras
Divulgação/Agência Palmeiras

Titular no Palmeiras, Luan dá drible no desânimo e quer voltar à faculdade

Zagueiro sofreu no início por não poder jogar; fora do campo, planeja retomar curso de Administração

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2019 | 04h35

O zagueiro Luan começou a temporada no Palmeiras de uma forma como há anos não vivia. Titular do técnico Luiz Felipe Scolari e atual campeão brasileiro, ele espera o nascimento do segundo filho, Murilo, e deixou para trás momentos negativos passados no começo dos dois últimos anos. Duas cirurgias no pé em 2017 e um semestre como reserva em 2018 foram desafios complicados.

Em entrevista ao Estado, o zagueiro de 25 anos contou que ao chegar ao clube, em abril 2017, se sentia bastante desanimado. O ex-vascaíno teria de passar pela segunda cirurgia no pé direito em dois meses e precisaria esperar para poder jogar. “Eu gostava quando o Palmeiras jogava fora, porque ficava sozinho aqui na Academia de Futebol e não precisava cruzar com outras pessoas. Enquanto os outros jogadores colocavam a chuteira, eu ia para a fisioterapia. É uma das piores coisas do futebol”, afirmou.

Luan começou a passagem pelo Palmeiras acuado. Contratado por cerca de R$ 10 milhões, o defensor disse que se cobrava por estar machucado. “O Palmeiras é um clube em que você chega e precisa dar resultado rápido, pela estrutura e poder financeiro que tem. Eu vim machucado e haviam feito um investimento alto por mim. Eu tinha de dar respostas rápido.”

O ano de 2017 não foi positivo, exceto pela chegada da primeira filha, Cecília. A temporada seguinte iniciou com o defensor como reserva do técnico Roger Machado e com poucas chances. A virada veio a partir de agosto, com a chegada de Felipão. O treinador decidiu dividir o elenco entre as diferentes competições e apostar em Luan como titular no Campeonato Brasileiro.

O segundo semestre do ano passado mudou o zagueiro de status e o fez descobrir dois companheiros. O paraguaio Gustavo Gómez virou o parceiro da defesa menos vazada do Campeonato Brasileiro do ano passado e o treinador Felipão se tornou uma referência para Luan. “Sempre gosto mais das atitudes do que das conversas. O que o Felipão faz comprova que ele confia em mim e aposta no meu futebol. Desde que ele chegou, me colocou para jogar. É um cara vitorioso”, explicou.

Luan já foi capitão do Palmeiras em alguns jogos e agora desfruta do prestígio de ter iniciado o ano como titular. A situação cômoda é bem distante da incerteza vivida no começo da carreira e o que o levou, quando estava para subir para os profissionais no Vasco, a iniciar a faculdade de Administração.

“Eu queria ocupar meu tempo, estava na dúvida se ia dar certo ou não. Tinha que ter outra carta na manga, né?”, contou. O curso superior foi interrompido no segundo semestre, quando ele começou a ser relacionado com frequência para os jogos do Vasco.

Para a felicidade de Luan, o futebol prevaleceu. Filho de professora, o zagueiro disse que sempre foi cobrado para caprichar no português e se dedicar aos estudos. Quem sabe no futuro ele voltará a ser universitário. “Estou só com 25 anos. Se Deus quiser tenho mais uns 13 anos de carreira. Vamos ver como será o futuro. Quem sabe eu posso voltar?”, espera.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.