José Patricio/Estadão
José Patricio/Estadão

Em alta tensão, Palmeiras ainda não sabe onde vai jogar

Clube espera resposta da CBF nesta terça-feira, mas a tendência é que o jogo com o Atlético-PR seja mesmo na arena alviverde

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2014 | 07h01

Pelo jeito o Ministério Público de São Paulo não confia muito no time do Palmeiras. A maior prova é que o promotor Paulo Castilho, com medo de novos episódios de violência em caso de rebaixamento do clube à Série B, tenta a todo custo tirar a partida contra o Atlético-PR, domingo, do Allianz Parque – a decisão deve sair nesta terça-feira. O temor de confronto entre palmeirenses e corintianos foi resolvido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que antecipou a partida entre Corinthians e Criciúma para sábado.

No Palmeiras, os cartolas apostam que a partida será mantida para o novo estádio, mas um retorno ao Pacaembu não está descartado. O promotor alega que a arena palmeirense pode virar uma "praça de guerra" caso o time seja rebaixado – ele alega que o gramado é "bem mais fácil de ser invadido", diferente do estádio municipal.

Nesta terça devem começar as vendas de ingressos e os preços, caso o jogo não mude de local, devem ser os mesmos do jogo contra o Sport, com entradas valendo de R$ 80 a R$ 500.

Inicialmente, tanto o Palmeiras quanto a WTorre, construtora responsável pela obra, cogitavam tirar o jogo do estádio temendo possíveis protestos, mas a ideia logo foi mudada ao lembrar das cifras que ambos podem receber pelo jogo. O Palmeiras conquistou uma renda líquida de R$ 3,6 milhões.

Seria mais vantajoso financeiramente para o clube, jogar em sua nova casa do que ir, por exemplo, para o Pacaembu, como chegou a ser cogitado. Entretanto, os dois lados admitem o risco de atuar em casa e deixaram a decisão nas mãos da CBF.

Segundo contrato, o Palmeiras é obrigado a atuar na arena, exceto quando for punido pela CBF ou existir uma intervenção do Ministério Público.

O fato é que jogar longe de casa deve aumentar ainda mais a pressão em cima dos jogadores. A missão para escapar não é das mais complicadas. É só vencer o Atlético-PR. Se empatar, torce para o Vitória não derrotar o Santos. Até com uma derrota o Alviverde pode se safar. Desde que o Vitória só empate e o Bahia não vença o Coritiba.

Dorival Júnior avisou que quer jogar na arena. "Não tem de ter pressão porque perdemos o primeiro jogo dentro da arena. A diretoria tem a consciência do que é o melhor para o clube e vai saber tomar a decisão correta para um jogo tão importante. Se eu pudesse escolher, eu jogaria dentro de casa."

VALDIVIA VOLTA

No meio de tanta descrença, uma boa notícia para os palmeirenses. Valdivia deve estar recuperado de um edema na coxa esquerda e enfrenta o Atlético-PR. Tobio, com dores musculares, também pode voltar. Desfalques certo são Bruno César e Allione, expulsos contra o Inter.

Embora não tenha surtido efeito, já que perdeu para o Inter, a tendência é que Dorival Júnior mantenha os treinos fechados, sem presença da imprensa. Nesta terça-feira, o clube treina no período da manhã. 

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