Fabrice Coffrini / AFP
Fabrice Coffrini / AFP

Em amistoso com o Panamá, Suíça mostra que vai além da defesa

Primeiro rival do Brasil no Mundial goleia seleção caribenha e mostra que tem mais que uma defesa sólida

Estadão Conteúdo

28 de março de 2018 | 08h31

Além de se diferenciar por uma defesa sólida, que dificilmente sofre gols, a Suíça tem um ataque capaz de incomodar os adversários. Foi isso que os primeiros rivais do Brasil na Copa mostraram nos amistosos antes das convocações finais. Depois de vencer a Grécia por 1 a 0 na sexta-feira, na casa do adversário, os suíços trituraram o Panamá com uma goleada por 6 a 0 dentro de casa. E atuando com o time reserva. 

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Sérvia e Costa Rica, os outros rivais do Brasil na primeira fase, alternaram bons e maus momentos nos amistosos. Depois de perder para Marrocos, a Sérvia venceu a Nigéria por 2 a 0 ontem. A Costa Rica perdeu para a Tunísia por 1 a 0 depois de ter vencido a Escócia pelo mesmo placar na semana passada. 

Os suíços mostraram regularidade nos dois jogos. Na primeira partida, tomaram a iniciativa e venceram a Grécia com belo gol de Dzemaili. Ontem, usaram os lados do campo para construir a goleada com facilidade – no primeiro tempo já venciam por 4 a 0. 

Dois pontos tiram um pouco o brilho das vitórias da Suíça: a Grécia está fora da Copa e o Panamá, embora classificado para o Mundial, mostrou uma defesa horrorosa. Marcando sempre a bola, os zagueiros estavam perdidos, principalmente na etapa inicial da partida. 

O grande teste para a Suíça será o próximo amistoso, diante da Espanha, que encurralou a Alemanha em vários momentos na semana passada e esmagou a Argentina. “Foi uma boa semana. Temos 30 jogadores que poderiam ir à Copa. Foi uma boa oportunidade para dar oportunidade e observar novos jogadores. Agora temos um tempo de definição até à Copa”, avaliou o técnico Petkovic. 

A vitória da Sérvia sobre a Nigéria por 2 a 0 foi importante para a equipe apagar a má impressão do amistoso anterior, quando o time perdeu para o Marrocos (ontem, a arbitragem não validou um gol legítimo no primeiro tempo). O placar também serviu para acalmar o ambiente da seleção. O novo técnico Mladen Krstajic mudou o capitão – o zagueiro Kolarov, da Roma, substitui o lateral Ivanovic, do Zenit, que estava há seis anos com a braçadeira. Isso teria gerado problemas entre jogadores e o novo treinador. 

A atuação, no entanto, não foi lá essas coisas. A defesa falhou bastante. Esse é um aspecto que a seleção brasileira pode explorar: os zagueiros insistem em sair jogando com a bola no chão, mas falham muito quando são bem marcados. No ataque, o time abusou das jogadas aéreas, a maioria delas, precipitada. Os pontos positivos foram o bom trabalho no meio e a eficiência no jogo aéreo. Os dois gols foram marcados pelo atacante Mitrovic. Vale lembrar que a Nigéria também está na Copa, no grupo D, com Argentina, Croácia e Islândia.

Após a derrota para a Tunísia por 1 a 0, em Nice, na França, o técnico Óscar Ramírez, da Costa Rica, afirmou que o time precisa ser mais intenso e mais dinâmico. Também reclamou dos erros na troca de passes. Resumidamente, o time ainda tem bastante a evoluir para o Mundial para tentar repetir a grande campanha da Copa do Brasil, quando chegou às quartas de final. A sequência de resultados do terceiro rival do Brasil na fase de grupos reflete a irregularidade da equipe. Depois de um jejum de cinco jogos, o time havia vencido a Escócia e voltou a perder depois de ser dominada pelo rival em toda a partida. 

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