Em baixa com a torcida, Santos enfrenta a Ponte Preta

Montillo ainda é dúvida e Cicinho retorna

SANCHES FILHO, Agência Estado

12 de outubro de 2013 | 06h44

SANTOS - Nem a quase certa volta de Montillo e a remota possibilidade de ainda obter vaga para a Copa Libertadores de 2014 motivam o torcedor a apoiar o Santos no seu primeiro jogo no estádio do Pacaembu, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, contra a Ponte Preta, neste sábado, às 21 horas. O movimento de venda de ingressos era fraco até a noite desta sexta-feira, tanto pela internet como nas bilheterias da Vila Belmiro, do Pacaembu, do ginásio do Ibirapuera e nos postos autorizados. A expectativa mais otimista do dirigentes é de que o público seja de aproximadamente 15 mil pagantes.

O retorno de Montillo era dada como certa pelo treinador Claudinei Oliveira na última quarta, após a derrota contra o Coritiba, no Paraná, mas passou a ser dúvida depois de treino secreto desta sexta, no CT Rei Pelé. No tático-técnico de uma hora, Claudinei armou a equipe, provavelmente com Montillo ao lado de Alison, Arouca e Cícero no meio de campo, e apenas dois atacantes. Depois os jogadores disputaram um rachão com a participação do meia argentino, que pouco se empenhou.

Como Claudinei não deu entrevista nesta sexta, o mistério será mantido até pouco antes do jogo. "Saber eu até sei. Mas não vou falar se vai ser convocado (para a concentração) e escalado. Poderia mentir, mas prefiro dizer que sei e que não posso falar para não favorecer adversário", justificou o goleiro Aranha, o único jogador que falou com os jornalistas nesta sexta.

Montillo sofreu lesão na panturrilha direita no dia 25 do mês passado, no jogo contra o Náutico, e se ficar fora neste sábado será por limitação de movimentos e falta de confiança. Mas, se tiver um mínimo de condição, vai para o jogo, talvez atuando mais avançado para não se desgastar na marcação no meio e na chegada ao ataque, com a entrada de Leandrinho (recuperado da infecção intestinal) para compor o meio.

A presença de Montillo é considerada decisiva neste momento porque Claudinei Oliveira ainda acredita na recuperação do time com a soma de nove pontos na sequência contra a Ponte Preta, Internacional (na quarta, na Vila Belmiro) e Náutico (no sábado da próxima semana, na Arena Pernambuco). O Santos é o 10.º colocado, com 36 pontos, ao lado de Corinthians e Bahia, com apenas quatro a mais que o Vasco, o primeiro da zona de rebaixamento, e nove atrás do Atlético Paranaense, o quarto.

Cicinho, que desfalcou o time na derrota contra o Coritiba, está recuperado das dores musculares e retorna à lateral direita no lugar de Bruno Peres. O único desfalque será Eugênio Mena, que na está na seleção chilena. Émerson Palmieri será mantido na lateral esquerda.

O jogo foi marcado para o Pacaembu atendendo à reivindicação de sócios que moram em São Paulo e nos municípios vizinhos. Outro motivo é a queda de público nos jogos realizados na Vila Belmiro após a transferência de Neymar para o Barcelona.

Neste ano, o Santos jogou cinco vezes no Pacaembu. No amistoso contra o Barueri, em janeiro, ganhou por 4 a 0 e depois perdeu por 3 a 1 do Paulista e 2 a 1 do Corinthians, na primeira partida da final do Campeonato Paulista e empatou por 1 a 1 contra São Caetano e 0 a 0 contra o Palmeiras, na fase de classificação do Estadual.

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