Ricardo Oliveira/Efe
Ricardo Oliveira/Efe

Em Barranquilla, só se fala da 'Máquina de Tite' e de Neymar

Colombianos sabem que tropeço diante do Brasil, aliado a outros resultados, pode complicar a classificação

Marcio Dolzan, enviado especial a Barranquilla, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2017 | 07h00

Mesmo ocupando a vice-liderança das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018, que será na Rússia, a Colômbia precisa vencer nesta terça-feira para não correr o risco de despencar na tabela de classificação. Uma eventual derrota para o Brasil, somada a vitórias de Chile, Argentina e Uruguai, colocaria os colombianos na quinta posição, que dá apenas vaga à repescagem.

Por isso, em Barranquilla, a expectativa é grande pelo jogo, assim como o enorme respeito - e preocupação - em enfrentar “a máquina de Tite”, como definiu um dos principais jornais do país. Bares e hotéis da cidade estão decorados com as cores da bandeira colombiana. Nas ruas e entorno do estádio Roberto Meléndez, local da encontro, o duelo é assunto recorrente. Os nomes de Neymar e do técnico Tite são os mais lembrados.

Dentro de campo, a expectativa é pelo retorno do meia-atacante James Rodríguez, que não atuou no empate sem gols contra a Venezuela, fora de casa, na quinta-feira passada. “Estamos vendo James muito motivado e querendo jogar contra o Brasil”, afirmou o zagueiro Cristian Zapata. A tendência é que ele ocupe a vaga de Chará, mas Cuadrado e Cardona também podem sair.

Zapata demonstrou preocupação com o que terá de enfrentar nesta terça-feira. “Eles (os jogadores brasileiros e o time) são muito fortes e estão demonstrando isso desde o início das Eliminatórias”, considerou, para depois comentar sobre o seu principal temor: Neymar. “É um jogador muito forte. Temos trabalho em equipe, mas, claro, vamos fazer algo específico com ele”, revelou. “Temos de estar atentos e chegar com vários homens para controlar seus ataques”.

O lateral-direito Santiago Arias será o responsável por marcar o atacante do Paris Saint-Germain. “Ele é um excelente jogador e está jogando em alto nível”, definiu. “Mas temos de pensar em nosso jogo”.

A tendência é por uma disputa aberta, bem diferente daquela vista na última quinta-feira diante do Equador, em Porto Alegre. Apesar de demonstrar preocupação com o sistema ofensivo da seleção brasileira, os colombianos ressaltam a necessidade de pontuar e o fato de atuarem em casa. “Temos de ser os mesmos tanto na defesa quanto no ataque. Temos jogadores para saída rápida e confiamos no nosso ataque”, sustentou Santiago Arias. Apesar do discurso, o empate com o Brasil não seria resultado ruim.

Para a seleção brasileira, além do fato de atuar fora de casa, um forte rival será o calor de Barranquilla. A temperatura não baixa dos 30ºC e a alta umidade da cidade faz com que a sensação térmica seja ainda maior. Tal condição é o que faz a Colômbia mandar os seus jogos em Barranquilla - uma arma extra contra os visitantes. Todos os 45 mil ingressos para o jogo foram vendidos, o que provocou um derrame de bilhetes falsos e a ação de cambistas, que chegam a cobrar cinco vezes mais o valor oficial.

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