Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Em Brasília, Felipão renova confiança na seleção: 'Não é tão difícil ganhar a Copa'

Treinador faz aula magna para estudantes na faculdade em que o ministro Gilmar Mendes dá aula

O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2014 | 15h55

SÃO PAULO - Felipão não fez um juramento na frente do ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, mas disse que "ganhar a Copa do Mundo não é algo não difícil assim". O técnico da seleção brasileira esteve em Brasília na manhã desta sexta-feira para ministrar uma aula magna para membros do tribunal, ministros e estudantes de direito de uma faculdade na L2. Felipão lembrou seus tempos de estudantes e revelou ter feito três semetres de Direito, quando ainda era jogador, mas logo percebeu que tenha tinha talento para tanto.

O treinador está a quatro dias de fazer sua última convocação antes de apresentar a lista final dos jogadores que defenderão o Brasil na Copa. Nesta segunda-feira, a comissão técnica começa sua preparação para o jogo contra a África do Sul, dia de março, em Johannesburgo, no Soccer City, estádio da abertura e da final do Mundial de 2010. "Fiquem tranquilos. A minha responsabilidade (de ganhar a Copa) não é acima do normal. Existe respeito aos adversários, mas não será tão difícil assim conquistar a Copa do Mundo. Se eu perder, tem uma embaixada do Kuwait aqui do lado que pedirei asilo", brincou o treinador.

Os ministros Gilmar Mendes (STF) e Aldo Rebelo (Esporte) discursaram no evento antes de Felipão, e deixaram tranasparecer nas entrelinhas o desejo de todos de ver a seleção ganhar a competição. "Esperamos recebê-lo aqui novamente no segundo semestre para cumprimentá-lo pela conquista do hexacampeonato", cutucou Gilmar Mendes, que dá aula na faculdade. "Ainda bem que o governo não cuida da seleção brasileira. A maior responsabilidade não é construir estádios ou aeroportos. Isso é muito mais fácil. Difícil mesmo é colocar a seleção em campo. A responsabilidade é muito grande", disse Aldo.

Felipão não comentou detalhes de seus planos para a Copa, tampouco deus pistas do elenco que pretende convocar. O que tem dito desde que ganhou a Copa das Confederações é que 80%, 90% do time está pronto, mas que restam ainda alguns lugares. O treinador focou seu discurso para os estudantes na possibilidade de eles começarem uma carreira sem limites. Frisou que chance existe para todos, e nada é impedimento para o sucesso.

COMEÇO DURO

O treinador contou como se deu o começo de sua vida profissional, quando era jogador e estudante. Lembrou que também dava aulas nessa fase, e que precisa rodar 70 quilômetros de Caxias a Monte Negro para ganhar um troco e se aperfeiçoar. Seus 'causos' arrancaram gargalhadas. "Os jogadores do Caxias achavam que eu era advogado, mas só estudava. Então, eles pediam para eu fazer os contratos. Eu fazia e não recebia nada por isso. Em compensação, não saía do time", disse.

TUDO PRONTO

Felipão comentou que o caminho da Copa já está traçado na sua cabeça, e que toda a logistica já está pronta. Creditou esse trabalho ao amigo e coordenador Carlos Alberto Parreira. "Tenho uma pessoa ao meu lado espetacular. O Parreira é totalmente diferente da minha forma de agir. Ele me faz crescer. Na vida é assim. O bom fica ao teu lado. O ruim vai para outra lugar, para outra empresa. Estou tranquilo porque está tudo planejado, pronto. Pode não estar pronto uma ou outra coisa no futebol, mas o resto está tudo ok. Fiquem traquilos que nós vamos chegar lá. Pode não ser com facilidade, mas vamos chegar lá."

APELO À TORCIDA

O treinador também fez um apelo ao torcedor brasileiro. "Estejam conosco no Mundial. Participem, vibrem. Se é piegas cantar o Hino Nacional, não cantem, mas deixem quem goste cantar. No Maracanã, na final da Copa das Confederações, tinha jogador espanhol olhando para o lado na hora do hino. Se nós somos brasileiros e gostamos do nosso país, cantemos o hino com amor e fervor."

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