Alexandre Vidal/ Flamengo
Alexandre Vidal/ Flamengo

Em busca de 10ª vitória em 11 jogos, Flamengo encara o ameaçado Atlético-MG

Equipe carioca está invicta há dois meses e time mineiro somou apenas quatro pontos nas últimas nove rodadas

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2019 | 08h04

No dia 10 de agosto, o Flamengo iniciou na vitória por 3 a 1 sobre o Grêmio, no Rio, uma sequência de dez partidas sem derrotas no Campeonato Brasileiro que fez dele o maior candidato ao título nacional. Exatamente dois meses depois, a equipe rubro-negra colocará em jogo essa invencibilidade no duelo desta quinta-feira contra o Atlético-MG, às 20 horas, no Maracanã. Se ganhar, também aumenta sua distância para o segundo colocado, atualmente o Santos.

Naquele triunfo sobre o Grêmio, o Flamengo iniciou uma série de dez confrontos no Brasileirão, fechada no último domingo com vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense. Foram nove vitórias e um empate. O único tropeço dos cariocas neste período foi o empate por 0 a 0 com o São Paulo, no Maracanã. O time dirigido por Jorge Jesus derrotou todos os seus outros oponentes.

Entre as nove vitórias, estão aquelas obtidas sobre seus dois principais adversários na luta pelo título brasileiro: Palmeiras (3 a 0) e Santos (1 a 0), ambas no Maracanã. Nesta arrancada, o Flamengo obteve números portentosos: o ataque marcou 22 gols e a defesa sofreu apenas quatro. A arrancada rubro-negra se refletiu na classificação do Campeonato Brasileiro. Antes do jogo contra o Grêmio, o primeiro da série sem derrotas, o time era o terceiro colocado, com oito pontos a menos do que o Santos, na época líder. Exatamente dois meses (e dez jogos) depois, o Fla lidera a disputa e buscará nesta quinta sua décima vitória em 11 jogos.

A última derrota do Flamengo no Brasileirão ocorreu no dia 4 de agosto, quando foi superado pelo Bahia por 3 a 0, em Salvador, pela 13ª rodada da competição. Para esta partida diante do Atlético-MG, Jesus não poderá contar com o zagueiro Rodrigo Caio e o atacante Gabriel, convocados por Tite para defender a seleção brasileira nos amistosos contra Senegal e Nigéria nesta semana em Cingapura. Ao comentar a ausência do seu parceiro titular de zaga, o espanhol Pablo Marí exaltou a força do grupo rubro-negro para exibir confiança na conquista de nova vitória.

"Já mostramos que temos um elenco forte. Qualquer um pode jogar. É um momento que necessitamos de todo o elenco. Todos são importantes. Quem entrar na zaga tenho certeza que cumprirá seu papel", afirmou o defensor, em entrevista no CT do Ninho do Urubu. Thuler e Rhodolfo são as opções de Jesus para substituir Rodrigo Caio. Para o lugar de Gabriel, artilheiro do Brasileirão, Jesus deverá confirmar Vitinho, que já foi titular contra a Chape. O mesmo vale para Reinier, que em Chapecó foi escolhido para ocupar vaga aberta por Arrascaeta, submetido a cirurgia no joelho esquerdo na última sexta.

Outro desfalque importante do Flamengo é o lateral-esquerdo Filipe Luís, que se recupera de lesão no joelho esquerdo e faz tratamento intensivo para poder retornar no jogo de volta da semifinal da Libertadores, contra o Grêmio, no próximo dia 23, no Maracanã. Renê, que foi titular no domingo, voltará a ser escalado.

MARATONA

As baixas rubro-negras são resultado também do grande número de jogos realizados em sequência pelo Flamengo. Pablo Marí, por exemplo, ganhou a titularidade logo após a sua chegada ao clube e já soma 16 partidas com a camisa flamenguista. "Cansado, evidentemente, estou. Não estava acostumado a jogar tantas partidas seguidas, domingo e quarta, mas tenho gana de seguir. Quando jogo pelo Flamengo esqueço que estou cansado. Quero muito ajudar a equipe", disse o espanhol, que vinha atuando no Deportivo La Coruña antes de ser contratado pelo clube carioca.

A provável escalação do Flamengo para o jogo desta quinta-feira deve ser a seguinte: Diego Alves; Rafinha, Thuler (Rhodolfo), Pablo Marí e Renê; Willian Arão, Gerson, Everton Ribeiro e Reinier; Vitinho e Bruno Henrique.

Jogo com o Palmeiras vira exemplo

Em péssimo momento no Brasileiro, com apenas quatro pontos nos últimos nove jogos, o Atlético-MG vai apostar na repetição de um esquema tático defensivo para superar os desfalques e parar mais um dos candidatos ao título nacional. Diante da série de tropeços, o técnico Rodrigo Santana decidiu alterar o esquema tático do Atlético-MG para o seu compromisso anterior, diante do Palmeiras. O treinador sacou um meia, colocou um terceiro zagueiro e apostou no esquema tático 5-4-1. A estratégia surtiu parte do efeito desejado, com o time só cedendo o empate ao vice-líder do Brasileirão aos 38 minutos do segundo tempo da partida disputada no último domingo no Allianz.

Será assim, também, nesta quinta, quando o time terá pela frente o primeiro colocado Flamengo. Santana vai adotar o mesmo esquema tático, mas a sensação é de que o desafio é ainda maior, ainda mais que o time mineiro entrará em campo bastante desfalcado no Rio. E o adversário tem o melhor ataque do torneio, com 48 gols.

Desta vez, o Atlético-MG não poderá contar com o lateral-direito Guga e o goleiro Cleiton, ambos convocados para defender a seleção olímpica, e o meia-atacante Otero, chamado para defender a Venezuela. Além disso, Luan precisará cumprir suspensão automática, enquanto Réver segue machucado. Essas ausências vão abrir espaço para três jogadores que perderam a titularidade na atual má fase do clube. São os casos do lateral Patric, que celebrará a marca de 500 jogos como profissional, e dos meias Cazares e Vinícius. Já a meta será ocupada por Wilson.

Após iniciar a rodada a sete pontos da zona de classificação à Copa Libertadores, o Atlético-MG sabe que precisa melhorar o desempenho para sonhar com o torneio continental em 2020. E espera repetir o que fez no primeiro turno, quando derrotou o Flamengo por 2 a 1, no Independência. "Vamos tentar fazer um grande jogo para voltar ao caminho das vitórias, voltar a subir na tabela. O lugar que o Atlético está não condiz com esse grande clube. Nada melhor do que fazer uma grande partida e conseguir uma vitória contra o líder da competição para a gente aumentar a confiança e subir na tabela", disse Wilson.

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