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Jogadores do Palmeiras celebram a conquista da Copa do Brasil do ano passado Divulgação

Em busca de R$ 10 milhões e de vaga na Libertadores

Copa do Brasil começa nesta quarta com 86 equipes atrás de prêmio recorde

Fábio Hecico e Vanderson Pimentel, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2016 | 07h00

Se há alguns anos a Copa do Brasil era conhecida pela maioria dos torcedores como o “caminho mais curto para a Libertadores”, hoje a realidade é bem diferente. O torneio, criado em 1989, encorpou e se tornou a competição mais democrática do País, medindo forças com o Brasileirão na popularidade – o sistema em mata-mata garante emoção e atrai boa parte de quem gosta de futebol. A 28.ª edição da Copa do Brasil começa nesta quarta-feira e repete a fórmula do ano passado. Na briga pelo título, 86 equipes estarão na disputa, colocando no mapa da bola nacional nada menos do que 63 cidades de norte a sul do País.

A cereja desse bolo fica por conta da premiação ao campeão, que será recorde. A CBF ainda discute com os novos patrocinadores qual será a fatia dada para cada etapa do torneio. O prêmio para quem erguer a taça no fim do ano pode ultrapassar os R$ 10 milhões. Fora a vaga garantida na Libertadores da América. A competição é patrocinada pela Continental Pneus, que adquiriu os naming rights das de 2016 a 2018). A empresa também patrocina a Major League Soccer (MLS), dos Estados Unidos, a Copa da Ásia e da Bundesliga na Alemanha, entre outras. 

Ano passado, o Palmeiras embolsou R$ 7,95 milhões ao conquistar o troféu pela terceira vez. Outros R$ 5,95 milhões ficaram com a equipe vice-campeã. A meta é equilibrar a premiação com a do Brasileirão, que em 2015 deu R$ 10 milhões ao campeão Corinthians.

Se em outras edições os times optavam entre disputar com força total a Copa do Brasil ou Brasileirão, agora devem dar o mesmo valor às duas competições.

Uma outra novidade é a possibilidade de clássicos regionais desde a largada oficial. Na rodada inicial, apenas equipes do Acre e do Pará se encaram. Mas, já na segunda fase, os cruzamentos podem levar a clássicos regionais, como Santa Cruz x Náutico, no Recife, Paraná x Atlético-PR, em Curitiba ou ABC x América-RN, em Natal. Desde a mudança da fórmula, em 2013, com a entrada dos times da Libertadores em fase mais avançada, a taça vem se alternando entre equipes que disputaram os mata-matas desde o começo, como Flamengo em 2013 e Palmeiras na temporada passada. Em 2014, o Atlético-MG veio da Copa Libertadores e conquistou o seu primeiro título da competição.

Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Atlético-MG, Grêmio e Internacional já começam nas oitavas de final – o Colorado graças à melhor colocação no Brasileirão e os outros por estarem na Libertadores.

Mas para Santos, Cruzeiro e Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, o caminho terá que ser percorrido desde o início da competição. No formato eliminatório, a Copa do Brasil dificulta a possibilidade de apontar um ou mais favoritos. Os times grandes sempre chegam fortes e de olho na taça, no prêmio e na vaga na Libertadores. Mas é sempre bom lembrar que muitas equipes, mesmo sem pertencer à elite, costumam aparecer nas rodadas decisivas e até mesmo ganhar o título, como já foi o caso de Criciúma, Juventude, Paulista de Jundiaí e Santo André. Este é um dos atrativos da competição.

NÚMEROS

86

Equipes disputam a 28ª edição da Copa do Brasil, entre elas todos os campeões estaduais, as potências do País e as equipes com melhor ranking em relação elaborada pela CBF.

10

Milhões de reais deverá embolsar o campeão, um prêmio parecido com o pago pelo Brasileirão e que desperta um interesse maior na competição, de tiro curto se comparada ao Nacional.

63

Cidades do Brasil vão receber os jogos da competição em estádios espalhados nos mais belos e distantes

cantos de Norte a Sul.

10

Equipes são de São Paulo, o Estado com maior número de representantes, seguido por Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que terão seis times cada um.

5

Estados contarão apenas com uma equipe: Espírito Santo (Rio Branco), Roraima (Náutico), Rondônia (Genus), Tocantins (Tocantinópolis) e o Amapá (Santos)

9

Meses durará a 28ª edição. Começa nesta quarta (16) e vai até o 30 de novembro. São sete fases, as duas primeiras com possibilidade de o visitante eliminar o mandante com vitória por dois gols de diferença. Seis times entram só nas oitavas

 

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Tite quer ampliar a sua sala de troféus no Corinthians

Treinador ainda não ganhou a Copa do Brasil no clube

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2016 | 07h00

Logo na primeira final veio o título, contra o Corinthians. Ele dirigia o Grêmio. Na sua segunda decisão quem levou a taça foi o time paulista. Mas ele estava no Inter. Técnico com maior número de títulos pelo Alvinegro e caminhando para se tornar o que mais tempo o dirigiu, Tite sabe que a conquista da Copa do Brasil seria a cereja no bolo para completar seu currículo no Parque São Jorge. O treinador já se arma para uma aventura europeia, mas não esconde de ninguém que seria importante “fechar o currículo” com o título que lhe falta – já ergueu Paulista, Brasileiro (duas vezes), Libertadores, Recopa e o Mundial.

Mas falar em título com a competição no início, com o Corinthians na Libertadores e só entrando nas oitavas não é muita pretensão? Sim, até pelo fato de sua estreia ser apenas no segundo semestre. Essas, porém, são as metas de Tite, que abriu mão da disputa no ano passado (nem ele nem ninguém no clube ousam falar que isso ocorreu) pela briga do Brasileirão.

"Ganhar a Copa do Brasil é bom para caramba, cara. É muito bom! E tenho essa pretensão aqui no Corinthians”, afirmou o treinador, ainda na campanha passada, revelando um de seus sonhos. Há a lenda que a cada sete anos a Copa do Brasil é do Corinthians. Foi campeão em 95 (sétima edição), depois 2002 e por fim em 2009. A conta fecha em 2016. Tite não gosta dessas curiosidades, prega trabalho e, com grupo com contrato longo, espera chegar na competição com o mesmo entrosamento do Brasileirão passado.

Giovanni Augusto, André, Guilherme, Marlone, Balbuena, nomes que chegaram agora, são apostas para estarem “nos cascos” no segundo semestre. Se o Corinthians ainda não engatou na temporada – joga um futebol considerado feio, porém eficiente –, é bom não desconfiar dele na Copa do Brasil. Até lá o entrosamento será bom e seus reforços terão tudo para provar seu valor.

O Corinthians que iniciou a temporada sob total desconfiança pode, sim, recuperar o prestígio na Copa do Brasil. Sabe se defender bem, leva poucos gols, e tem enorme eficiência jogando em casa. A certeza é a de que o campeão brasileiro não deve sofrer outro desmanche no meio do ano, ao contrário de muitos rivais que estão com suas peças importantes em evidência. Isso seria um fator importante para se diferenciar. Por enquanto, o Corinthians é apenas mais um candidato, como tantos outros. É esperar para ver se a história de reorganização de um elenco de 2015 se repetirá. Tite já mostrou o poder de tirar o melhor de qualquer atleta.

FIQUE DE OLHO

Giovanni Augusto: o articulador chegou com a missão de substituir o meia Renato Augusto e fazer a bola chegar redonda para os atacantes corintianos. Com seu toque refinado e também boa finalização, o reforço 

pode ser o maestro corintiano na edição atual. O jogador é uma fera.

TIME

6 titulares novos tem o time após o desmanche de início de ano. Yago, Bruno Henrique, Guilherme, Lucca, Giovanni Augusto e André são as apostas de Tite. O favoritismo foi embora, mas a garantia é de que a força será mantida assim que o entrosamento chegar. E caso Tite precise, ainda vieram Balbuena, Willians, Marlone e Alan Mineiro.

HISTÓRICO

O Corinthians costuma fazer grandes campanhas e amargar eliminações dolorosas na competição. Mas Sempre figura forte e já são cinco decisões no currículo. Por duas vezes, após perder a taça no ano anterior, deu a volta olímpica no seguinte (perdeu 2001, ganhou 2002; perdeu 2008, se redimiu em 2009) e ainda tinha calado o Olímpico ao bater o Grêmio em 1995.

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Tetra pode isolar Palmeiras como maior campeão nacional

Atual campeão tentará igualar conquistas de Grêmio e Cruzeiro

Vanderson Pimentel, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2016 | 07h00

Copa do Brasil é sinônimo de “coração acelerado” para o palmeirense. Dos três títulos conquistados pela equipe, todos vieram com suor e emoção até o fim, como em 1998, o quando torneio veio após um gol de Oséas aos 44 minutos do segundo tempo frente ao Cruzeiro. O troféu de 2012 foi conquistado na base da superação, após a limitada equipe de Luiz Felipe Scolari empatar com o Coritiba. O resultado não podia ser diferente em 2015, quando o grito da torcida no Allianz Parque saiu das mãos e dos pés de Fernando Prass para garantir o tri da competição nos pênaltis contra o favorito Santos.

Apesar disso, o Palmeiras quer deixar a superação de lado e mostrar uma equipe mais compacta e bem organizada para a atual edição da competição, em que tentará igualar os quatro títulos de Grêmio e Cruzeiro, os maiores campeões da Copa do Brasil.

Acreditando nas contratações trazidas no ano passado, a diretoria optou por renovar contratos curtos e apostar em atletas nem tão renomados, como o atacante Erik, o volante Jean e o meia Régis. Sem a expectativa de novos nomes de peso também no meio do ano, o clube espera que alguns de seus principais jogadores saiam em definitivo do departamento médico prontos para assumir o protagonismo na temporada.

Recuperado de um rompimento de ligamento do joelho, o volante Gabriel deve voltar a ser uma das principais peças do meio-campo. Além dele, nomes mais experientes como Edu Dracena, Barrios e Cleiton Xavier são a esperança para mesclar experiência, ao lado de Fernando Prass e Zé Roberto, com a juventude de jogadores como os atacantes Dudu e Gabriel Jesus, destaques no elenco.

Ainda em processo de reconstrução após passar anos difíceis e convivendo com fantasmas do rebaixamentos, o Palmeiras espera que um novo título da Copa do Brasil deixe-o ainda mais isolado na condição de “maior campeão nacional”. Com oito Brasileiros e três Copas do Brasil, o título daria ao clube a chance de cravar-se como o mais forte do País novamente.

FIQUE DE OLHO

Dudu - Ele sofreu com uma punição ano passado por agredir um árbitro. O jogador pagou pela inocência, mas voltou na reta final para ganhar o apelido de ‘novo Edmundo’. Pela raça em campo, foi um dos heróis da final com dois gols no Santos. É o cara!

TIME

8 reforços foram contratados para aumentar o número de opções do elenco campeão. Dos recém-chegados, o jogador que mais atuou com a camisa alviverde foi Jean, para substituir o lesionado Gabriel. Chegaram também ao clube o goleiro Vagner, os zagueiros Roger Carvalho e Edu Dracena, o volante Rodrigo, os meias Moisés e Regis e o atacante Erik.

HISTÓRICO

Não deixe o Palmeiras chegar, pois vai ser difícil lhe tirar a taça. O Cruzeiro até fez isso em 1996, mas depois, não teve quem conseguisse derrotar o Verdão em final. A começar pelo próprio time mineiro em 1998, que caiu no Morumbi. Depois foi a vez do Coritiba de Marcelo Oliveira sucumbir à força verde em 2012. O técnico daria a volta olímpica em 2015 ao desbancar o favorito Santos.

 

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Santos, um time mordido com a perda da taça na final de 2015

Equipe era favorita na decisão com o Palmeiras e acabou derrotada

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2016 | 07h00

O Santos esteve muito perto de disputar a Libertadores de 2015 por duas vias, o Brasileirão, no qual figurou bom tempo em quarto, e na Copa do Brasil, quando deixou o favoritismo ao título escapar pelas mãos na final com o Palmeiras. Fracassou e vai ser o único dos grandes paulistas a participar da competição deste ano desde o começo.

O vice-campeonato ainda dói muito na Vila Belmiro. Ninguém engoliu a perda da taça para o Palmeiras. Agora, a equipe entra ‘engasgada’ com o vacilo do ano passado e promete empenho acima do normal para não decepcionar sua torcida mais uma vez.

A decepção ainda é maior por ter mudado as datas das finais diante do Palmeiras. Queria fôlego no Brasileirão e acabou dando um tiro no pé, pois ‘voava’ naquele momento e adiou os jogos decisivos. A atitude equivocada acabou dando tempo para os oponentes recuperarem o prestígio e algumas peças que estavam machucadas. O Santos pagou pelo excesso de confiança.

A equipe agora vem com algumas mudanças em relação ao time vice-campeão, que passou por Corinthians e São Paulo sem fazer força. Perdeu os meias Geovânio e Marquinhos Gabriel, mas manteve a estrutura e o esquema leve que a faz chegar sempre com velocidade na cara do goleiro.

Não foi fácil, contudo. Para segurar peças importantes, peitou as milionárias propostas chinesas e até desagradou alguns jogadores.

Ricardo Oliveira queria muito assinar seu maior contrato da vida. Ganharia sete vezes mais aos 36 anos. Ficou, baixou a cabeça, respirou, refletiu e superou o desânimo para, mais uma vez, ser a aposta de gols dos santistas. Ao seu lado estará o parceiro Gabriel, outro que sofreu muito com a assédio europeu (ainda está na mira de italianos e pode sair no meio da temporada). O jovem da seleção olímpica sonha com carreira na Europa, mas o Santos tenta convencê-lo do contrário.

O poder de convencimento vem dando certo. Ao menos na janela de início de ano. A prova é que Lucas Lima recusou salários de R$ 2 milhões para não ‘desaparecer’ na China. Ao cair no gosto de Dunga na seleção brasileira, ele entende que brilhar no Santos é a melhor opção. Os santistas agradecem e esperam por muitas assistências de seu cérebro, um dos melhores no País atualmente.

FIQUE DE OLHO

Gabriel - O atacante, carinhosamente chamado pelos santistas de Gabigol, pode ser o diferencial da equipe mais uma vez. Artilheiro da Copa do Brasil no ano passado com oito gols, o jovem vive a melhor fase de sua carreira e pode, mais uma vez, se destacar, Olho nele!

TIME

O Santos conta com 5 atletas da seleção em seu elenco para a competição. O meia Lucas Lima e o atacante Ricardo Oliveira são peças que agradam a Dunga, enquanto Zeca, Thiago Maia e Gabriel estão na lista de convocados para amistosos da seleção olímpica que se prepara para a tão sonhada busca da medalha de ouro no Rio, em agosto.

HISTÓRICO

O Santos demorou bastante para aprender a disputar forte a Copa do Brasil. Apenas em 2010, a equipe da Vila Belmiro chegou à final. Foi diante do Vitória e fez a festa com Neymar e companhia em pleno Barradão. Superou raios e trovoadas numa noite de chuva intensa para erguer o troféu. Cinco anos depois, foi vice e quer marcar presença entre os melhores com mais intensidade.

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Hora de o São Paulo conquistar o título que falta em sua galeria

Tricolor ainda não ganhou a Copa do Brasil e está otimista

Vanderson Pimentel, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2016 | 07h00

A história de títulos conquistados pelo São Paulo em seus 86 anos não colocam em cheque sua tradição no futebol sul-americano e mundial. No entanto, nem mesmo os seis campeonatos brasileiros ganhos pela equipe apagam o fato de o clube ainda não ter vencido uma edição da Copa do Brasil. O máximo que o clube conseguiu alcançar no torneio foi um vice-campeonato em 2000. No primeiro jogo, ocorrido no Morumbi, o time não saiu de um empate sem gols com o Cruzeiro. Na grande final, diante de um Mineirão abarrotado com mais de 85 mil torcedores, o time comandado por Levir Culpi saiu na frente com Marcelinho Paraíba. Mas, faltando 10 minutos para o fim da partida, a equipe celeste empatou com Fábio Junior e virou com Geovanni, em uma cobrança de falta aos 45 minutos.

O peso da derrota foi tanto que fez a carreira do volante Axel entrar em decadência. Acusado pelos são-paulinos de ter falhado na falta que originou o gol da virada do Cruzeiro, após fazer um recuo mal feito para Rogério Pinheiro (que errou e foi obrigado a cometer a falta, sendo expulso), o volante ficou encostado na equipe, até ser vendido ao Sport.

Para fazer o São Paulo ser o companheiro do Internacional com a alcunha “campeão de tudo” (vencedor do Brasileirão, Libertadores, Sul-Americana, Recopa, Copa do Brasil, Mundial de Clubes e Regionais), o técnico Edgardo Bauza pede contratações de peso. 

‘Tentarei chegar até julho para trazer dois ou três jogadores diferentes e que cumprem as funções daqueles que saíram. Hoje não temos jogadores assim. Temos bons jogadores, mas não temos aqueles que são diferentes”, disse em entrevista à imprensa argentina.

Em relação a transferências, as certezas que o treinador tem são as saídas de Jonathan Calleri, que deve ir para a Inter de Milão, e Wilder, que deve voltar ao Toluca após o fim do empréstimo. Por mais que o começo do ano seja de altos e baixos, o clube aposta em um maior entrosamento e no fim dos atritos, que ainda mexem com os bastidores e com a torcida, que cobra mais empenho dos atletas. Caso esses problemas sejam resolvidos, a equipe tricolor tem chances de finalmente quebrar o tabu e completar sua sala de troféus.

FIQUE DE OLHO

Diego Lugano - Após dez anos, o uruguaio volta ao clube para resgatar a imagem de ídolo e de experiência após a aposentadoria de Rogério Ceni. Mesmo aos 35 anos e com o histórico de lesões, que poderão atrapalhar, o estilo firme e a aprovação da torcida garantem sua vaga entre os 11.

TIME

3 contratações foram os pedidos do técnico Edgardo Bauza para a diretoria do São Paulo até julho. Apesar de acreditar no potencial de sua equipe, o argentino acredita que ainda faltam nomes de peso para reforçar o plantel. Sonho do treinador desde o começo do ano, o paraguaio Néstor Ortigoza, volante do San Lorenzo, é um dos mais cotados.

HISTÓRICO

O São Paulo possui um retrospecto ruim na Copa do Brasil. A única vez que o clube chegou à final da competição foi em 2000, quando perdeu o título para o Cruzeiro nos dez últimos minutos da partida. Além disso, o time parou outras três semifinais – foi eliminado pelo Corinthians, em 2002; pelo Coritiba, em 2012; e no ano passado acabou sendo superado pelo Santos.

 

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Pequenos paulistas querem surpreender os favoritos à taça

Seis representantes sonham imitar os campeões Paulista e Santo André

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2016 | 07h00

Qual torcedor imaginaria que Santo André e Paulista calariam Maracanã e São Januário lotados, diante de Flamengo e Fluminense, numa decisão? Eles conseguiram a proeza e viraram inspiração para muita gente, principalmente os clubes paulistas de menor tradição. Nesta 28.ª edição do torneio, seis equipes do Estado esperam repetir o feito da equipe do ABC, em 2004, e da de Jundiaí, em 2005, apesar da disparidade para as potências brasileiras.

Sensação no Campeonato Paulista, a Ferroviária vem surpreendendo. A Locomotiva de Araraquara tentará repetir, na competição nacional, as boas apresentações deste início do primeiro semestre no torneio estadual.

 

A Ponte Preta contratou bastante gente para a temporada 2016. O time tem mostrado evolução e espera, ao menos, conseguir chegar às fases mais agudas do torneio. A Portuguesa, que tenta se reorganizar para voltar aos seus dias de glória, também disputa o torneio. Na segunda divisão do Paulistão, o time busca a redenção no torneio Nacional. O Red Bull Brasil, com bom investimento, faz sólida campanha no Paulistão e pela primeira vez disputará um torneio com todos os grandes times do País, em um bom teste de fogo para a equipe.

O tradicional Bragantino, que também disputa a Série A2 do Paulista, vai apostar em sua defesa para tentar avançar as primeiras fases. Por fim, o Linense é o sexto time pequeno paulista que disputará a Copa do Brasil. Seu maior destaque é o atacante William Potker, que tem grande poder de finalização, mas, graças às boas atuações, já despera o interesse de clubes grandes e pode não ficar muito tempo em Lins.

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