Ballesteros/EFE
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Em campanha à Fifa, Figo revela federações que o apoiaram

Português conta com os votos de pelo menos cinco países e outro candidato, Ali bin Al-Hussein, promete restaurar imagem da entidade

Estadão Conteúdo

30 de janeiro de 2015 | 13h29

Dois candidatos intensificaram nesta sexta-feira suas campanhas à presidência da Fifa, depois de terem oficializado suas candidaturas na tentativa de impedir o quinto mandato consecutivo de Joseph Blatter. Um deles é Luis Figo, que revelou quais foram as cinco federações que declararam apoio formal a ele na eleição que será realizada no próximo dia 29 de maio.

Ex-jogador da seleção portuguesa, do Real Madrid e do Barcelona, o astro disse, por meio de um comunicado, que terá o apoio das entidades que lideram o futebol da Dinamarca, Luxemburgo, Macedônia, Montenegro e Polônia, sendo que para se tornar candidato à presidência da Fifa é preciso ter o respaldo oficial de no mínimo cinco das 209 entidades filiadas ao organismo máximo do futebol.

Figo também contou com o apoio da própria Federação Portuguesa de Futebol antes do fim do prazo de formalização de candidatura, que se expirou na última quinta-feira. Ao comentar sua surpreendente decisão de concorrer a este importante cargo, pois ele tem apenas 42 anos e ainda luta para começar sua carreira como dirigente, o ex-meia da seleção de Portugal agradeceu o apoio oficial já manifestado por seis federações nesta sua campanha.

"Estou muito feliz por confirmar que as minhas seis nomeações foram entregues na Fifa antes do tempo limite. Quero agradecer aos meus companheiros e amigos pelo apoio das suas federações, assim como a toda a família do futebol que já demonstrou apoio", ressaltou Figo.

Outro candidato que divulgou um comunicado nesta sexta-feira para promover a sua campanha foi Ali bin al-Hussein, príncipe da Jordânia e um dos atuais vice-presidentes da Fifa. Ele destacou que "não irá se esquivar de sua responsabilidade" se for eleito para comandar a entidade cuja reputação vem sendo manchada por uma série de escândalos de corrupção. 

"Eu não vou tentar transferir a culpa ou esquivar de minha responsabilidade pelas ações da Fifa", disse o candidato de 39 anos, que também prometeu dar uma entrevista coletiva na próxima semana, em Londres. "Essa abordagem para a minha campanha reflete a minha abordagem à presidência da Fifa, de ser honesto, aberto e colegiado", disse Al-Hussein, que possui uma candidatura com raízes europeias, pois tem sido incentivado pelo presidente da Uefa, Michel Platini, a concorrer ao cargo.

Figo e Al-Hussein entraram em uma corrida eleitoral que também contará com a presença do presidente da Federação Holandesa de Futebol, Michael van Praag, que declarou apoio oficial apenas de entidades europeias filiadas à Fifa. Ele tem o aval das federações nacionais da Bélgica, Ilhas Faroe, Romênia, Escócia e Suécia.

Desde 1998 no cargo, Blatter é apontado como franco favorito nesta eleição, apesar da série de escândalos envolvendo a Fifa nos últimos tempos, sendo que a Uefa é a única das seis confederações continentais a fazer campanha ativa contra o dirigente suíço.

O francês Jérôme Champagne, ex-funcionário da Fifa, e o ex-jogador David Ginola, também da França, foram outros que anunciaram interesse em participar da eleição, que terá seus candidatos oficialmente confirmados pela entidade apenas no próximo mês, após as candidaturas serem submetidas à aprovação do comitê eleitoral do organismo.

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