Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Em campanha de extremos, Corinthians reage na hora certa para ser campeão

Equipe supera desconfiança e segundo turno irregular até se consolidar no fim e confirmar o sétimo título

Gabriel Melloni, O Estado de S. Paulo

16 Novembro 2017 | 00h14

Poucas vezes um campeão brasileiro teve uma campanha com altos e baixos tão extremos como o Corinthians. Do primeiro turno imbatível, passando pela inexplicável derrocada na segunda metade da competição, até o reerguimento nas rodadas finais, o time do técnico Fábio Carille fez o torcedor experimentar as mais diversas sensações ao longo destes seis meses.

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A primeira talvez tenha sido a dúvida. Apesar de entrar no Brasileirão como campeão paulista, o Corinthians era visto com certa insegurança pela torcida. E o empate na estreia com a Chapecoense, em casa, só reforçou este sentimento. Os triunfos na sequência sobre Vitória, Atlético Goianiense e Santos, no entanto, embalaram o time, que chegaria à ponta na quinta rodada, com a sua única goleada neste Brasileirão: 5 a 2 sobre o Vasco, no estádio de São Januário, no Rio de Janeiro.

Animado e líder, o Corinthians disputou a sua primeira "decisão" no dia 25 de junho, em Porto Alegre, diante do segundo colocado Grêmio. A atuação segura e a vitória por 1 a 0, com gol de Jadson e pênalti defendido por Cássio no fim, mudaram a sensação da torcida sobre seu time. Agora, a confiança havia tomado conta.

O contundente triunfo sobre o arquirrival Palmeiras por 2 a 0, fora de casa, no dia 12 de julho, trouxe ao corintiano a impressão de que a equipe era "imbatível". Passou-se um turno inteiro e a primeira derrota não veio. Eram 47 pontos, 34 jogos de invencibilidade - entre todas as competições - e a sensação era de que o título estava quase garantido.

Só que ninguém esperava o que estava por vir. Se ainda não havia perdido, o Corinthians acumulou três derrotas nos primeiros quatro jogos do returno, incluindo para Atlético Goianiense e Vitória no estádio Itaquerão, em São Paulo. Bahia, Botafogo e Ponte Preta se juntariam à lista de equipes que bateriam o time paulista. O ataque não marcava, a defesa já não tinha a mesma eficácia e tudo parecia prestes a desmoronar.

A vantagem na ponta era mantida graças à incompetência dos rivais na briga, mas na 32.ª rodada não teria jeito. O Corinthians receberia o Palmeiras no estádio Itaquerão e deixaria a liderança perto das mãos do arquirrival se perdesse. Só que justamente quando a pressão parecia insuportável, a equipe respondeu, voltou a mostrar o futebol do primeiro turno e levou a melhor por 3 a 2.

Era o que o Corinthians precisava para voltar a abrir na liderança e dar tranquilidade a jogadores e torcida. Apareceram até os heróis improváveis. Os criticados Giovanni Augusto e Kazim escreveram os seus nomes na conquista com os gols que deram as vitórias sobre Atlético Paranaense e Avaí. Sem eles, o título não poderia ter sido comemorado nesta quarta-feira com o triunfo de virada sobre o Fluminense.

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