Fábio Leoni/PontePress
Fábio Leoni/PontePress

Ponte Preta planeja vencer o Corinthians com uma combinação de fatores

Equipe de Campinas precisa derrotar o líder do Brasileirão para deixar a zona de rebaixamento

Estadão Conteúdo

29 Outubro 2017 | 06h14

Para escapar da zona do rebaixamento, a Ponte Preta precisa vencer o líder Corinthians, neste domingo, às 16 horas, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP), pela 31.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Uma missão complicada, mas que se torna possível, segundo o técnico Eduardo Baptista dentro de suas concepções no futebol. Para ele, o adversário é o time mais competitivo e tem em Jô o melhor centroavante da competição.

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"Durante a semana nós trabalhamos muito na parte tática e procuramos corrigir os erros cometidos na derrota da última rodada (2 a 1 para o Avaí, em Campinas)", explicou o técnico. "Temos que aproveitar bem o fator casa porque a Ponte Preta é forte ao lado de sua torcida. Não trabalhei muito a parte psicológica porque neste momento não adianta ficar falando muito. Mas todos sabem o que precisam fazer em campo. É preciso tranquilidade e personalidade para mostrar nosso jogo. Só vamos vencer se nos apresentarmos muito bem. A vitória será o resultado de todos estes aspectos funcionando bem, todos sincronizados", concluiu.

Na visão do técnico é necessário que os jogadores não entrem em campo desesperados atrás da vitória. "Acima de tudo é preciso ter organização e cumprir tudo que foi treinado durante a semana". E lembra que é o momento de tomar muito cuidado nas declarações, para não inflamar a torcida de modo negativo. Tanto que os jogadores não falaram com a imprensa nos últimos dias, nem mesmo no sábado após o recreativo. "Tem torcedor que pensa que futebol é guerra. Mas não é. Isso aqui é esporte, onde se vence, se perde ou se empata".

Mas o técnico pontepretano espera por um jogo tenso até pelas circunstâncias. De um lado a Ponte Preta está na zona do rebaixamento e, do outro, o Corinthians sendo apertado pelos concorrentes na briga pelo título. Uma vitória do time campineiro poderia, nesta altura, ajudar o Palmeiras, o clube que comandou no início do ano. "Não posso pensar nisso. Estou só concentrado em atingir os objetivos da Ponte Preta", ponderou.

O técnico acredita que o seu time está evoluindo. Não foi tão bem contra o Flamengo, mas venceu na raça por 1 a 0. Depois empatou, por 1 a 1, com o Santos e jogamos de igual para igual, além da boa atuação diante do Palmeiras, apesar da derrota por 2 a 0, em São Paulo.

BOLA ALTA

Na última sexta-feira, na entrevista coletiva, Eduardo Baptista confirmou que o ponto forte corintiano é o jogo aéreo. Além disso, rasgou elogios ao atacante Jô, vice-artilheiro do Brasileirão com 15 gols, um atrás de Henrique Dourado, do Fluminense. "Ele não fica parado. Se mexe dos dois lados, dá opção aos companheiros e aparece para finalizar quando ninguém espera. É preciso atenção para marcá-lo", alertou.

Embora tenha confirmado já ter definido o seu time, inclusive dando ciência com os jogadores, Baptista não revelou à imprensa. "Os garotos já sabem porque precisam ter tranquilidade, mas ao mesmo tempo mostrar responsabilidade", despistou. Marllon deve entrar na defesa no lugar de Yago, por opção técnica, e o volante Elton ocupar a vaga de Jadson, suspenso com três cartões amarelos. O meia Renato Cajá continua machucado e a última baixa foi o atacante Léo Gamalho, com uma lesão muscular. Ele também deixa de ser opção.

A esperança é que a torcida jogue junto com o time. Poucos ingressos foram reservados para a venda neste domingo em um ponto móvel perto do estádio. Isso porque a Polícia Militar proibiu a venda nas bilheterias no dia do jogo. No sábado já tinham sido vendidos nove dos 10 mil colocados à venda.

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