Edgar Su/Reuters
Edgar Su/Reuters

Em Cingapura com o Arsenal, Özil evita falar sobre aposentadoria da seleção alemã

Meia se resumiu a falar sobre as partidas contra o Atlético de Madrid, nesta quinta-feira, e o Paris Saint-Germain, no sábado

Estadão Conteúdo

25 de julho de 2018 | 11h14

Em Cingapura com o elenco do Arsenal, que participa da competição amistosa International Champions Cup, Mesut Özil evitou comentar a aposentadoria dele da seleção da Alemanha, anunciada no último domingo. O meia se resumiu a falar sobre as partidas contra o Atlético de Madrid, nesta quinta-feira, o Paris Saint-Germain, neste sábado.

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"É empolgante estar aqui, já é nossa segunda vez e gostamos de voltar. Esperamos boas partidas. São ótimos times, que têm grandes jogadores. É um teste para a gente nos preparar para a próxima temporada", afirmou Mesut Özil em entrevista coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

Ainda antes da Copa do Mundo da Rússia, o meia alemão, que tem ascendência turca e disse ter um coração em cada país, sofreu críticas de setores da sociedade e da política da Alemanha por tirar uma foto com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e entregar de presente uma camisa do Arsenal. O gesto foi repetido por Ilkay Gundogan, que entregou um uniforme do Manchester City.

As relações diplomáticas entre os países estão estremecidas por causa do comportamento autoritário de Erdogan, na visão de autoridades alemãs. Por outro lado, o chefe de Estado já acusou a Alemanha, que recebe muitos imigrantes turcos, de promover "práticas nazistas".

Campeão do mundo com a seleção em 2014, Mesut Özil foi um dos jogadores mais hostilizados depois do fracasso no último Mundial, no qual a Alemanha foi eliminada na primeira fase. O meia de 29 anos anunciou que não representará mais o país, com a justificativa de que sofreu racismo e desrespeito.

Alheio à polêmica, o técnico espanhol Unai Emery disse que a decisão de Mesut Özil "é pessoal e a respeita". "Nós somos como a casa e a família dele. Vamos ajudá-lo a se sentir bem", afirmou o treinador, escolhido para comandar o Arsenal na primeira temporada nos últimos 22 anos sem o francês Arsène Wenger.

 

 

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