Vinnicius Silva/Cruzeiro
Vinnicius Silva/Cruzeiro

Cruzeiro supera Atlético em jogo tenso e fica a um empate do título mineiro

Invicta no ano, equipe de Mano Menezes agora pensa no jogo de volta, que será realizado no próximo sábado

Leandro Silveira, Estadão Conteúdo

14 de abril de 2019 | 18h38

O Cruzeiro está em vantagem na final do Campeonato Mineiro. Neste domingo, no Mineirão, o time aproveitou a condição de mandante para derrotar o Atlético por 2 a 1, em jogo com gols de Marquinhos Gabriel, Ricardo Oliveira e Léo. Agora, precisa de um empate no próximo sábado para faturar o bicampeonato estadual.

Isso significa que se o título vier, será de modo invicto para o que Cruzeiro, que ainda não perdeu no Mineiro. Já qualquer vitória dará o título ao Atlético, que tem essa vantagem por ter realizado campanha melhor na primeira fase da competição. O clube, mandante da partida decisiva, ainda não definiu se realizará o clássico no Mineirão ou no Independência.

Foi uma final quente e cheia de polêmicas. O Atlético reclamou de um pênalti não marcado no fim do primeiro tempo e também que o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães errou ao marcar escanteio no lance do segundo gol do Cruzeiro. Já Fred teve um gol anulado, por tocar a mão com a bola, o que a arbitragem assinalou a partir do uso do VAR. Além disso, o clima esteve quente entre os times, sendo que 11 jogadores terminaram o clássico amarelados e dois - Rafinha e Adilson - foram expulsos.

O placar pode ser explicado pela postura das equipes. O Cruzeiro foi mais ofensivo, atacando em quase todos os momentos do clássico, embora tenha sofrido com alguns contra-ataques do rival, só recuando nos minutos finais, além de ter contado com uma inspirada atuação de Marquinhos Gabriel.

Já o Atlético, em crise após a demissão de Levir Culpi e por estar em situação complicada na Copa Libertadores, foi cauteloso mesmo quando esteve em desvantagem. Sofreu, ainda, ao perder por lesão dois dos seus principais jogadores - Cazares e Luan -, mas contou com o 12º gol de Ricardo Oliveira em 15 jogos na temporada para seguir vivo no Mineiro.

O JOGO

Enquanto o Cruzeiro entrou em campo com a sua força máxima e sem novidades na escalação, o interino Rodrigo Santana precisou recorrer a Leonardo Silva para compor a dupla de zaga do Atlético ao lado de Igor Rabello, já que Réver segue lesionado. E também apostou em Chará como ponta esquerda, sendo que o colombiano vinha sendo pouco utilizado por Levir.

E o início do clássico foi interessante, com o Cruzeiro tendo a iniciativa de jogo e buscando atacar pelo lado direito da defesa atleticana. Mas a primeira oportunidade clara foi dos visitantes, que saíam com consciência para os contra-ataques e tiveram Luan dando trabalho a Fábio logo aos cinco minutos.

O Cruzeiro, porém, era bem mais ofensivo e também teve as suas oportunidades, como em uma tabela entre Rodriguinho e Fred. Só que concentrando as suas ações pelo lado direito, especialmente com Egídio e Marquinhos Gabriel, facilitou a marcação atleticana, que teve Luan auxiliando o lateral Guga pelo setor.

Porém, o time perdeu Cazares, lesionado. E isso fez falta para o Atlético puxar contra-ataques, pois Vinicius, o seu substituto, não exibia a mesma velocidade e criatividade do equatoriano. Por isso, o nível do clássico diminuiu na segunda metade do primeiro tempo, com o clima ficando tenso, com quatro cartões sendo aplicados entre os 38 e os 41 minutos.

Mas quando parecia que os times iriam ao intervalo empatados, o Cruzeiro abriu o placar pelo setor que mais insistiu: o direito da defesa atleticana. Aos 45, Fred acionou Marquinhos Gabriel, que avançou e finalizou. A bola desviou em Leonardo Silva, mudou o seu rumo e entrou na meta defendida por Victor.

Para o segundo tempo, o Atlético trocou Luan, lesionado, por Chará, mas não mudou a sua postura defensiva. Só que conseguiu criar duas chances claras nos dez minutos iniciais, ambas com Ricardo Oliveira, sendo que o centroavante, marcou na segunda, batendo de perna esquerda após levantamento de Chará.

Só que a igualdade durou muito pouco no Mineirão. Pouco depois, aos 15 minutos, Robinho cobrou escanteio, Dedé desviou de cabeça e a bola sobrou para Léo, mesmo caindo, finalizar às redes, recolocando o Cruzeiro em vantagem.

Como o Atlético não se arriscava e o Cruzeiro passou a não ser tão ofensivo, o clássico esfriou, mesmo com as alterações realizadas pelos técnicos, incluindo a estreia de Pedro Rocha pelo Cruzeiro.

E só esquentou após erro de Igor Rabello na saída de jogo, que culminou em finalização perigosa de Marquinhos Gabriel, que parou em Victor. Na cobrança de escanteio, Fred marcou, mas o lance foi anulado pelo VAR, pois o centroavante acertou a bola com o braço.

Nos últimos minutos, Chará ainda teve a chance de dar o empate para o Atlético. Mas falhou na finalização, garantindo ao Cruzeiro a vantagem da igualdade para o segundo duelo da decisão do Mineiro, sendo que já nos acréscimos Rafinha e Adílson foram expulsos.

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